Recepção é a temática do 5º Colóquio Semiótica das Mídias, em Alagoas

Como parte da programação do Pentálogo VII – A Circulação Discursiva: entre Produção e Reconhecimento –, a ser realizado entre 19 e 23 de setembro – leia AQUI a Proposta Temática), em Japaratinga, Alagoas, nas instalações do Hotel Albacora, o CISECO realizará o V Colóquio Semiótica das Mídias, no dia 21 de setembro.

O evento visa a proporcionar o relato de trabalhos que contenham resultados de pesquisas, finalizadas ou em andamento, afins ao tema do Pentálogo VII, bem como outras reflexões que envolvam questões e ângulos de estudos do âmbito da semiótica e da comunicação. Podem participar professores e/ou pesquisadores profissionais, especialistas, estudantes de graduação e pós-graduação.

O Colóquio será realizado em dois turnos (nas dependências da Escola Municipal Marechal Arthur da Costa e Silva e da Escola Estadual Dom Eliseo, que ficam próximas ao Hotel Albacora), através da atividade de grupos de discussão a serem organizados de acordo com as temáticas dos trabalhos inscritos.

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Em Goiânia, abertura da Compós tem “Fora Temer”

nodebate – O principal evento de pesquisa em comunicação do Brasil iniciou nesta terça-feira (7), Em Goiânia, no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). No no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal participaram da mesa de abertura, entre às autoridades presentes, a profa. da Universidade de S. Paulo (USP), Maria Immaculata Vassallo Lopes e o pesquisador mexicano Guillermo Orozco.

Nas primeiras palavras do 25º Encontro da Compós, o Reitor da UFG, Orlando Afonso Valle do Amaral, ressaltou a importância da reflexão sobre a comunicação, especialmente do jornalismo, no momento de crise política, com “atuação marcante” das redações no Brasil. Complementou da importância do Governo de Lula e Depois Dilma Rousseff, ambos do PT, para a melhoria da estrutura das universidades brasileira. Agora os tempos serão de dúvidas, com o novo governo, afirmou.

O presidente da Campós, Edson Fernando Dalmonte, no seu discurso de abertura, arrancou aplausos ao salientar que o momento é de “fora temer”. A política convive com profunda crise, que atinge a democracia brasileira, exigindo atenção da sociedade. Embora, as palmas não tenham saído de todos os pesquisadores presentes, porém, numa observação rápido se mostrou consensual para a maioria.

Após o coquetel servido aos participantes do evento na abertura, as atividades recomeçam nesta quarta-feira(8), cuja programação consta encontros em Grupos de Trabalhos, pela manhã e à tarde, que se estendem até quinta-feira(9). No último dia, sexta-feira(10), serão feitas reuniões dos coordenadores de GTs, pela manhã e reunião do Conselho da Compós, na parte da tarde.

Evolução da audiência latino-americana

O pesquisador em Comunicação na América Latina, Guillermo Orozco, do México, que trabalha na linha de pesquisa em estudos da recepção, alfabetização em audiovisual e reflexões na área de metodologia, destacou na sua palestra de abertura da Compós a transformação por que passa a audiência dos meios de comunicação, com destaque para a televisão.

Conforme observou vive-se no mundo nos tempos da comunicação, sendo o conhecimento advém, em grande parte das mídias, as quais ganham importância na formação do pensamento social. No entanto, isso não quer dizer que a audiência seja homogênea na recepção dos programas televisuais. Um engano entender que todos os receptores/consumidores de mídias entendem o que se passa nos programas do mesmo modo.

Talvez a forma correta, analisa o palestrante, seria compreender que há uma grande audiência, mas que existem diferenças na concepção de cada pessoa. Assim, é preciso entender a audiência de maneira individual, para não cair no erro da formação de pensamento de consenso universal – desta forma inconsciente e massificada.

A rigor, Orozco fez questão de afirmar que a recepção não é algo que surgiu nestes tempos das mídias tecnológicas, mas o público sempre existiu na sociedade – sobretudo nas transformações para a  modernidade.

No passado, sua atuação ocorria em face dos acontecimentos, dos quais participavam diretamente. Na atualidade, diz o pesquisador da comunicação latino-americana, há a interferência das mediações, que gera a construção de realidade pelos produtores de mídias, que passa pela troca entre realidade e ficção. Contudo, a sociedade continua participando do processo de formação desta realidade, efetivamente.

A palestra do professor mexicano traz uma amarra com as abordagens da Intercom, ocorrida também na capital goiana, que destacou a importância dos meios para a formação do pensamento política da sociedade latino-americana e mundial. O autor que parece em alto em ambos os eventos é Marshall Mcluhan e seus seguidores, com a discussão sobre a interferência do meio na formação cultural, na era da tecnologia da informação.

No entanto, talvez falte aprofundar mais no tema, no sentido de analisar para qual realidade a sociedade, nesta relação com os meios, estão construindo para a pós-modernos? Certamente, um debate que será realizado ao longo da Compós, que contabilizou mais de 400 trabalhos inscrições para o 25º encontro em Goiânia.

***

Em discussão nos Grupos de Trabalho.

Publicações Compós

 

Abertas as inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho

SBPJor

As inscrições para a 11ª. Edição do Prêmio Adelmo Genro Filho (PAGF) de Pesquisa em Jornalismo já estão abertas e vão até o dia 10 de julho. Para a edição de 2016, poderão concorrer os trabalhos defendidos em 2015, de 01 de janeiro a 31 de dezembro, nas categorias Iniciação Científica/TCC, Mestrado e Doutorado.

O Prêmio PAGF foi criado em 2004 pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), para valorizar de forma individual as contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo.

A jornalista Claudia Quadros está na coordenação geral do Prêmio Adelmo Genro Filho 2016. Professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFPR, ela já foi vice-presidente e diretora científica da SBJor.

As comissões julgadoras de cada uma das categorias do PAGF são compostas por membros designados pela coordenação do PAGF conjuntamente com a diretoria e integrantes do Conselho Científico da SBPJor. A comissão julgadora deliberará pelo voto da maioria de seus membros. Na categoria sênior, a escolha é feita pela diretoria e pelo Conselho Científico da SBPJor, mas todo sócio da SBPjor pode enviar uma indicação ao PAGF até 10 de julho. Nesta categoria, é considerada a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do Jornalismo.

A Comissão julgadora do Prêmio PAGF avaliará os trabalhos até 30 de setembro de 2016. A entrega do Prêmio será feita durante o 14º. Encontro Nacional da SBPJor, que acontece entre os dias 9 e 11 de novembro de 2016 na Unisul, em Palhoça, Santa Catarina.

Acesse a Ficha de Inscrição e o Regulamento.

Política sem teorias

Folha de S. Paulo

THAIS ARBEX
REINALDO JOSÉ LOPES

 “Também lamento muito pela menção negativa à sociologia. Quanto mais estudo, mais compreendo que as ciências humanas são fundamentais”, disse a presidente da SBPC, bioquímica Helena Nader.

Durante a última reunião com seu secretariado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou a Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo), principal órgão de financiamento à ciência no Estado, por priorizar estudos sem utilidade prática.

Pensador, personificação da filosofia (Wikipédia)

A informação foi revelada pela coluna Radar On-line, da “Veja”. Segundo a revista, Alckmin fez críticas à falta de apoio a estudos para o desenvolvimento da vacina da dengue e também ao incentivo a pesquisas de sociologia.

A Folha confirmou a fala do governador, que disse que a Fapesp vive numa bolha acadêmica desconectada da realidade, financia estudos que muitas vezes não têm nenhuma serventia prática e gasta sem orientação maior. Procurado, o Palácio dos Bandeirantes não quis comentar.

Os dados oficiais sobre o destino dado às verbas da Fapesp em 2015, porém, não corroboram a afirmação de Alckmin de que o órgão privilegia projetos de sociologia ou “projetos acadêmicos sem nenhuma relevância”.

Do total de desembolsos (R$ 1,18 bilhão), apenas 10% foram destinados à área de ciências humanas e sociais (excluindo arquitetura e economia, que recebem, somadas, pouco mais de 1% do total). Quase 30% dos gastos do órgão em 2015 foram destinados a pesquisas na área de saúde (veja infográfico).

Embora o governador tenha condenado a suposta falta de apoio da Fapesp ao desenvolvimento da vacina da dengue no Instituto Butantan, a fundação desembolsou cerca de R$ 2 milhões para custear esses estudos entre 2008 e 2011.

Logo depois que a associação entre o vírus zika e o surto de microcefalia em bebês brasileiros foi detectada, o órgão aprovou recursos adicionais da ordem de R$ 500 mil para projetos de virologia já em andamento que pudessem investigar o mistério.

Neste ano, em parceria com a Finep (órgão federal), a Fapesp lançou um edital no valor de R$ 10 milhões para pequenas empresas que busquem desenvolver tecnologias contra o zika e o mosquito Aedes aegypti.
Procurada, a Fapesp preferiu não comentar as críticas feitas por Alckmin.

PESQUISA BÁSICA

“Eu sinceramente espero que essa declaração tenha sido citada fora de contexto, porque ela não é compatível inclusive com a formação acadêmica e com o histórico do governador”, disse à Folha a bioquímica Helena Nader, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que declarou estar “chocada” com as críticas de Alckmin à Fapesp.

A pesquisadora lembrou que descobertas que estão na base da biotecnologia moderna, como a decifração da estrutura em dupla hélice (ou “escada torcida”) do DNA, em 1953, não pareciam ter nenhuma aplicação prática quando foram feitas. “Também lamento muito pela menção negativa à sociologia. Quanto mais estudo, mais compreendo que as ciências humanas são fundamentais”, disse Helena.

Para Ana Lúcia Vitale Torkomian, diretora executiva da Agência de Inovação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a dicotomia entre pesquisa aplicada (que supostamente “serve para alguma coisa”) e pesquisa “puramente acadêmica” é falsa.

“Nenhum país é capaz de sustentar o desenvolvimento tecnológico a longo prazo sem pesquisa básica forte”, afirma ela. “Além disso, hoje a distância entre a pesquisa básica e a inovação tecnológica está muito mais curta, as descobertas ganham aplicações com maior velocidade.”

Ela cita o fato de que, na UFSCar, as pesquisas em química e física (em tese, puramente “acadêmicas”) estão entre as que mais rendem patentes, ou seja, ideias prontas para serem transformadas em produtos.

O governador “parece estar mal assessorado, mal informado ou ambos”, disse à Folha o sociólogo Rodrigo Augusto Prando, professor do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Os políticos usam e abusam de conhecimentos oriundos da sociologia em suas estratégias de campanha e suas ações públicas.”

Para Prando, não se pode descartar a possibilidade de que o governador tenha “sutilmente” ironizado Fernando Henrique Cardoso, um do principais sociólogos do país e oponente do governador dentro do PSDB.

3° Encontro Centro-Oeste de História da Mídia

nodebate – Cerca de 200 participantes são esperados no 3º Encontro Centro-Oeste da Rede Alcar de História da Mídia que acontecerá na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) nos dias 23 e 24 de junho. A realização é do Mestrado em Comunicação e do curso de Jornalismo da UFMS em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadoras da História da Mídia – Rede Alfredo de Carvalho (Rede Alcar).

alcar, centro oeste, 2016, história da mídia, ufms

O evento tem como tema central Mídia, fluxos migratórios e diásporas: perspectiva histórica, que visa uma reflexão sobre a mídia e os grandes movimentos migratórios forçados, como os que veem ocorrendo na Síria e no Iraque entre outros países. Como subtema, serão discutidos os 55 anos da televisão na região Centro-Oeste – 55 anos em Goiás e 50 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Voltado a estudantes, professores, pesquisa-dores, profissionais e ao público em geral, o evento é estruturado em oito grupos temáticos nos quais serão apresentados trabalhos sobre a história do jornal e do jornalismo, do rádio, da televisão, da publicidade, da mídia digital e mídia alternativa.

MYRIAN SERRA VENCE ELEIÇÕES PARA REITORIA DA UFMT

Fonte Site Focaia

Após a apuração dos votos para a eleição de reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a professora Myrian Serra, obteve vitória na disputa contra o seu colega Paulo Teixeira, em segundo turno. A chapa 4, “UFMT: Diálogo e Ação”, atingiu 49,37% do total de votos, contra 47,01% da concorrente, chapa 2, “UFMT +50″.

A decisão, como se observa nos números, se mostrou apertada, somente conhecendo o vencedor no final da contagem. No entanto, o voto que definiu em favor de Serra foi aquele depositado pelos profissionais técnicos. Sendo que os docentes preferiram a chapa 2 com 16,92% e 15,16% para chapa 4, no caso dos discentes 16,45% contra 15,94%, respectivamente. Já os técnicos foram mais decididos com 13,63% para Teixeira e 18,26% para Myrian.

O presidente do sindicato dos professores da instituição Reginaldo Araújo, disse ao jornal A Gazeta de Cuiabá, que apesar dos candidatos serem do mesmo grupo, ainda assim, “Uma nova gestão sempre traz expectativas de que seja um novo momento, com novas possibilidades de avançar nas questões que consideramos importantes”.

Como procedimento será apresentado ao governo federal uma lista contendo nomes de reitores para análise da presidência da república. Apesar das interferências políticas no passado, de governos centralizadores, nos últimos anos para cá, o chefe do executivo federal apenas ratifica o vencedor internamente. A nova gestão ficará no comando da instituição até 2020.

A posse da nova reitoria ocorrerá no dia 26 de outubro. Neste momento de transição deverá haver alternância de pessoas em cargos de confiança nos quatro campi da UFMT. Neste sentido, no Campus Universitário do Araguaia, o atual pró-reitor, deverá ceder a função a outro nome a ser escolhido, em tese, pela nova reitora. No entanto Serra em campanha foi mais enfática do que o seu adversário, ao afirmar que o pró-reitor de campus deve sair da escolha dos seus pares, ou seja, dos professores, técnicos e estudantes. Porém, não parece uma questão simples de resolução.

Para que haja a alternância no poder é preciso saber da decisão do pró-reitor José Marques pessoa, com vários mandatos no cargo de confiança da reitoria, com amplo diálogo com Cuiabá. Nos bastidores, pelo menos os docentes ainda não mostram articulados na definição do representante, no comando das unidades de Barra do Garças e Pontal, o que deve ocorrer, agora, após a definição do novo reitor.

Nos corredores, o atual pró-reitor afirma que já venceu o seu prazo no cargo. Atingiu os seus objetivos com sucesso, com implantação de projeto, idealizado ao longo do tempo em que esteve à frente do Campus Araguaia. Desta forma, espera que em breve surja um nome para sucedê-lo, e, ressalta, informalmente, não ter a intenção de interferir nas escolhas.

Professor produtivista

Fonte ANDES

Produtivismo acadêmico está acabando com a saúde dos docentes

 A quarta mesa do Seminário Ciência e Tecnologia no Século XXI, promovido pelo ANDES-SN em novembro (2015), em Brasília, debateu o “Trabalho docente na produção do conhecimento”. As análises abrangeram tanto a produção do conhecimento dentro da lógica do capitalismo dependente brasileiro, até o efeito do produtivismo acadêmico na saúde dos docentes.

Participaram dessa mesa, o ex-presidente do ANDES-SN e professor do departamento de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; a assistente social e também professora da UFRJ Janete Luzia Leite; e a professora visitante do curso de pós-graduação em serviço social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Maria Ciavatta.

Leher iniciou sua fala lembrando que a universidade brasileira, implantada tardiamente, tem sua gênese na natureza do capitalismo dependente brasileiro. E é essa matriz que vai determinar o conhecimento gerado academicamente. “Também não podemos esquecer que a produção do conhecimento tem sido re-significada. Hoje, não há mais a busca da verdade, mas, sim, a sua utilidade. Sem contar que o conhecimento é uma forma de domínio, como já disseram Kissinger, Fukuyama e Mcnamara”, argumentou.

“Diante disso, está fora de lugar a perspectiva de que a universidade tem um caráter iluminista. Àquela aura do professor universitário intelectual não mais se sustenta”, constatou.

Para Leher, antes havia a valorização da cultura geral, em que era comum encontrar um físico escrevendo sobre arte. Essa ideia, no entanto, não ocorre mais na universidade submetida à lógica utilitarista e pragmática. “É a expropriação do trabalho acadêmico”, criticou.

No Brasil, esse processo foi iniciado com a ditadura militar, que centralizou no Ministério do Planejamento os programas de apoio científico e tecnológico. Como o governo precisava direcionar a inteligência na perspectiva desenvolvimentistas do país, mas queria silenciar a universidade, passou a utilizar-se dos editais para direcionar as pesquisas.

Desde então, mas, principalmente, a partir de 2000, a maioria dos recursos destinados à pesquisa foram se deslocando para o que passou a ser chamado de inovação. A hipótese de Leher é de que como Brasil é dependente e como os doutores formados nas universidades não conseguem empregos na iniciativa privada, a universidade está sendo re-funcionalizada para fazer o serviço que as empresas não querem fazer.“Isso se dá nas ciências duras, mas também nas ciências sociais. É o que explica, por exemplo, o tanto de editais para formar professores à distância, ou para fazer trabalho nas favelas. É a universidade oferecendo serviços”, exemplificou.

“Diante dessa pressão em oferecer serviços, em produzir, o professor que levar dois anos para concluir um livro é expulso da pós-graduação”, denunciou Leher.

A saída para essa situação está na aliança do movimento docente com os movimentos populares. “Ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, em que parcelas da burguesia apoiaram projetos de uma universidade mais comprometida com os povos, hoje eles estão preocupados em inserir cada vez mais a instituição na lógica do mercado”, constatou. “Temos, portanto, de construir um arco de forças políticas no movimento anti-sistêmico, ou seja, com movimentos como a Conae e o MST”, defendeu.

Esse diálogo vai exigir da academia, no entanto, um esforço epistemológico e epistêmico. “Se queremos o MST como aliado, por exemplo, temos de produzir conhecimento que trate, por exemplo, da agricultura familiar”, argumentou.

Qualidade no ensino
A professora Maria Ciavatta também criticou o produtivismo acadêmico ao qual estão submetidos os docentes universitários. “Numa recente publicação do ANDES-SN, li a seguinte frase, que reflete muito bem o atual estado em que nos encontramos: ‘antes, éramos pagos para pensar, agora, somos pagos para produzir’. Achei essa definição ótima”, afirmou.

Ciavatta argumentou que a baixa qualidade do ensino decorre, diretamente, da insuficiência de recursos, responsável pelos baixos salários pagos aos professores. Disse, também, que o Brasil não tem políticas públicas para educação, mas programas de governo.

Ela criticou veementemente o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) do governo federal. “O discurso é o mesmo dos anos 90, de que precisamos treinar os jovens pobres porque eles precisam de trabalho. Ocorre que esses jovens, por não saberem o básico, também não aprenderão nada nos cursos técnicos”, previu.

“O que temos de defender é a universalização do ensino médio público, gratuito, de qualidade e obrigatório. Temos de responsabilizar o Estado nessa questão”, defendeu.

Ciavatta criticou a banalização do termo pesquisa. “Todos os professores têm de ser pesquisadores, quando, na realidade, a pesquisa científica exige um tempo para pensar”, argumentou. “A pesquisa é encarada como toda E qualquer busca de informação”, constatou.

Após citar os artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da pesquisa, ela apontou a baixa qualidade do ensino como um empecilho. “A sofisticada proposta da LDB não se faz com alunos semi-analfabetos. Não basta a alfabetização funcional de muitos e a especialização de poucos. A inovação requer a generalização da cultura científica”, diagnosticou.

Para Ciavatta, a privatização das universidades públicas, com a criação de cursos pagos, se deu a partir do achatamento salarial dos anos 90, o que acarretou maior carga horária dos professores, precarização das relações de trabalho, produtivismo induzido e  individualismo.  “Sou de uma época em que líamos os trabalhos dos colegas. Hoje não temos mais tempo”, lamentou.

A eficiência prescrita e o produtivismo induzido limitaram, segundo ela, a democracia e a autonomia da universidade.

Para a pesquisadora, o viés positivista e mercantilista é que está pautando a produção do conhecimento. “O direito à educação está sendo substituído pelo avanço do mercado sobre a educação, que está sendo vista como um serviço”, afirmou.

Saúde dos docentes
O produtivismo acadêmico está tirando a saúde dos docentes das universidades públicas brasileiras. Essa é a principal constatação feita por estudo da professora do curso de Serviço Social da UFRJ Janete Luzia Leite. “Antes, a docência era vista como uma atividade leve. Agora, está todo mundo comprimido”, afirmou.

A causa dessa angústia está na reforma, feita em 2004, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Aliada ao Reuni, as mudanças na Capes foram um verdadeiro ataque à autonomia universitária”, denunciou.

O resultado foi a instituição de dois tipos de professores: o pesquisador, que ensina na pós e recebe recursos das agências de fomento para fazer suas pesquisas e o que recebe a pecha de “desqualificado”, que ficou prioritariamente na docência de graduação e à extensão. Esses, em sua maioria, são recém-contratados e terão suas carreiras truncadas e sem acesso a financiamentos.

Para Janete, os atuais docentes estão formando em seus alunos um novo ethos, em que é valorizado o individualismo, ocultada a dimensão da coletividade e naturalizada a velocidade e a produtividade.

Há, também, um assédio moral subliminar muito forte, que ocorre, principalmente, quando o docente não consegue publicar um artigo, ou quando seus orientandos atrasam na conclusão do curso. “Com isso, estamos nos aproximando de profissões que trabalham no limite do estresse, como os médicos e motoristas”, afirmou.

O resultado é que os docentes estão consumindo mais álcool, tonificantes e drogas e estão propensos à depressão e ao suicídio. “É um quadro parecido com a Síndrome de Burnout, em que a pessoa se consome pelo trabalho. Ocorre como uma reação a fontes de estresses ocupacionais contínuas, que se acumulam”, explicou Janete Leite.

O problema, segundo ela, é que as pessoas acham que seu problema é individual, quando é coletivo, além de terem vergonha de procurar o serviço médico. “Com isso, elas vão entrando em suas conchas, temendo demonstrar fragilidades”.

Como forma de mensurar o nível de estresse dos docentes, a pesquisadora da UFRJ começou a fazer uma pesquisa nesse campo. Junto com um grupo de aluno, ela entrevista professores dispostos a falar de seus problemas.

“A primeira constatação que fiz é que as pessoas estão ansiosas para falar sobre seus problemas. Nossas entrevistas não duram menos do que uma hora e meia”, contou.

Já foi possível concluir que a atual realidade tem provocado sintomas psicopatológicos, como depressão e irritabilidade; psicosomáticos, como hipertensão arterial, ataques de asma, úlceras estomacais, enxaquecas e perda de equilíbrio; e sintomas comportamentais, como reações agressivas, transtornos alimentares, aumento de consumo de álcool e tabaco, disfunção sexual e isolamento.

Tudo isso, para Janete Leite, decorre da pressão atualmente feita sobre o docente. “O nosso final de semana desapareceu, pois temos de dar conta do que não conseguimos na semana, como responder e-mails de orientandos, ou escrever artigos”, afirmou.

Para ela, é preciso que haja uma reação dos docentes a esse processo. “Caso contrário, seremos uma geração que já está com a obsolescência programada”, previu.

Produtivismo acadêmico está acabando com a saúde dos docentes

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN


A quarta mesa do Seminário Ciência e Tecnologia no Século XXI, promovido pelo ANDES-SN, novembro do ano passado em Brasília, debateu o “Trabalho docente na produção do conhecimento”. As análises abrangeram tanto a produção do conhecimento dentro da lógica do capitalismo dependente brasileiro, até o efeito do produtivismo acadêmico na saúde dos docentes.

Participaram dessa mesa, o ex-presidente do ANDES-SN e professor do departamento de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; a assistente social e também professora da UFRJ Janete Luzia Leite; e a professora visitante do curso de pós-graduação em serviço social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Maria Ciavatta.

Leher iniciou sua fala lembrando que a universidade brasileira, implantada tardiamente, tem sua gênese na natureza do capitalismo dependente brasileiro. E é essa matriz que vai determinar o conhecimento gerado academicamente. “Também não podemos esquecer que a produção do conhecimento tem sido re-significada. Hoje, não há mais a busca da verdade, mas, sim, a sua utilidade. Sem contar que o conhecimento é uma forma de domínio, como já disseram Kissinger, Fukuyama e Mcnamara”, argumentou.

“Diante disso, está fora de lugar a perspectiva de que a universidade tem um caráter iluminista. Àquela aura do professor universitário intelectual não mais se sustenta”, constatou.

Para Leher, antes havia a valorização da cultura geral, em que era comum encontrar um físico escrevendo sobre arte. Essa ideia, no entanto, não ocorre mais na universidade submetida à lógica utilitarista e pragmática. “É a expropriação do trabalho acadêmico”, criticou.

No Brasil, esse processo foi iniciado com a ditadura militar, que centralizou no Ministério do Planejamento os programas de apoio científico e tecnológico. Como o governo precisava direcionar a inteligência na perspectiva desenvolvimentistas do país, mas queria silenciar a universidade, passou a utilizar-se dos editais para direcionar as pesquisas.

Desde então, mas, principalmente, a partir de 2000, a maioria dos recursos destinados à pesquisa foram se deslocando para o que passou a ser chamado de inovação. A hipótese de Leher é de que como Brasil é dependente e como os doutores formados nas universidades não conseguem empregos na iniciativa privada, a universidade está sendo re-funcionalizada para fazer o serviço que as empresas não querem fazer.“Isso se dá nas ciências duras, mas também nas ciências sociais. É o que explica, por exemplo, o tanto de editais para formar professores à distância, ou para fazer trabalho nas favelas. É a universidade oferecendo serviços”, exemplificou.

“Diante dessa pressão em oferecer serviços, em produzir, o professor que levar dois anos para concluir um livro é expulso da pós-graduação”, denunciou Leher.

A saída para essa situação está na aliança do movimento docente com os movimentos populares. “Ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, em que parcelas da burguesia apoiaram projetos de uma universidade mais comprometida com os povos, hoje eles estão preocupados em inserir cada vez mais a instituição na lógica do mercado”, constatou. “Temos, portanto, de construir um arco de forças políticas no movimento anti-sistêmico, ou seja, com movimentos como a Conae e o MST”, defendeu.

Esse diálogo vai exigir da academia, no entanto, um esforço epistemológico e epistêmico. “Se queremos o MST como aliado, por exemplo, temos de produzir conhecimento que trate, por exemplo, da agricultura familiar”, argumentou.

Qualidade no ensino
A professora Maria Ciavatta também criticou o produtivismo acadêmico ao qual estão submetidos os docentes universitários. “Numa recente publicação do ANDES-SN, li a seguinte frase, que reflete muito bem o atual estado em que nos encontramos: ‘antes, éramos pagos para pensar, agora, somos pagos para produzir’. Achei essa definição ótima”, afirmou.

Ciavatta argumentou que a baixa qualidade do ensino decorre, diretamente, da insuficiência de recursos, responsável pelos baixos salários pagos aos professores. Disse, também, que o Brasil não tem políticas públicas para educação, mas programas de governo.

Ela criticou veementemente o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) do governo federal. “O discurso é o mesmo dos anos 90, de que precisamos treinar os jovens pobres porque eles precisam de trabalho. Ocorre que esses jovens, por não saberem o básico, também não aprenderão nada nos cursos técnicos”, previu.

“O que temos de defender é a universalização do ensino médio público, gratuito, de qualidade e obrigatório. Temos de responsabilizar o Estado nessa questão”, defendeu.

Ciavatta criticou a banalização do termo pesquisa. “Todos os professores têm de ser pesquisadores, quando, na realidade, a pesquisa científica exige um tempo para pensar”, argumentou. “A pesquisa é encarada como toda E qualquer busca de informação”, constatou.

Após citar os artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da pesquisa, ela apontou a baixa qualidade do ensino como um empecilho. “A sofisticada proposta da LDB não se faz com alunos semi-analfabetos. Não basta a alfabetização funcional de muitos e a especialização de poucos. A inovação requer a generalização da cultura científica”, diagnosticou.

Para Ciavatta, a privatização das universidades públicas, com a criação de cursos pagos, se deu a partir do achatamento salarial dos anos 90, o que acarretou maior carga horária dos professores, precarização das relações de trabalho, produtivismo induzido e  individualismo.  “Sou de uma época em que líamos os trabalhos dos colegas. Hoje não temos mais tempo”, lamentou.

A eficiência prescrita e o produtivismo induzido limitaram, segundo ela, a democracia e a autonomia da universidade.

Para a pesquisadora, o viés positivista e mercantilista é que está pautando a produção do conhecimento. “O direito à educação está sendo substituído pelo avanço do mercado sobre a educação, que está sendo vista como um serviço”, afirmou.

Saúde dos docentes
O produtivismo acadêmico está tirando a saúde dos docentes das universidades públicas brasileiras. Essa é a principal constatação feita por estudo da professora do curso de Serviço Social da UFRJ Janete Luzia Leite. “Antes, a docência era vista como uma atividade leve. Agora, está todo mundo comprimido”, afirmou.

A causa dessa angústia está na reforma, feita em 2004, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Aliada ao Reuni, as mudanças na Capes foram um verdadeiro ataque à autonomia universitária”, denunciou.

O resultado foi a instituição de dois tipos de professores: o pesquisador, que ensina na pós e recebe recursos das agências de fomento para fazer suas pesquisas e o que recebe a pecha de “desqualificado”, que ficou prioritariamente na docência de graduação e à extensão. Esses, em sua maioria, são recém-contratados e terão suas carreiras truncadas e sem acesso a financiamentos.

Para Janete, os atuais docentes estão formando em seus alunos um novo ethos, em que é valorizado o individualismo, ocultada a dimensão da coletividade e naturalizada a velocidade e a produtividade.

Há, também, um assédio moral subliminar muito forte, que ocorre, principalmente, quando o docente não consegue publicar um artigo, ou quando seus orientandos atrasam na conclusão do curso. “Com isso, estamos nos aproximando de profissões que trabalham no limite do estresse, como os médicos e motoristas”, afirmou.

O resultado é que os docentes estão consumindo mais álcool, tonificantes e drogas e estão propensos à depressão e ao suicídio. “É um quadro parecido com a Síndrome de Burnout, em que a pessoa se consome pelo trabalho. Ocorre como uma reação a fontes de estresses ocupacionais contínuas, que se acumulam”, explicou Janete Leite.

O problema, segundo ela, é que as pessoas acham que seu problema é individual, quando é coletivo, além de terem vergonha de procurar o serviço médico. “Com isso, elas vão entrando em suas conchas, temendo demonstrar fragilidades”.

Como forma de mensurar o nível de estresse dos docentes, a pesquisadora da UFRJ começou a fazer uma pesquisa nesse campo. Junto com um grupo de aluno, ela entrevista professores dispostos a falar de seus problemas.

“A primeira constatação que fiz é que as pessoas estão ansiosas para falar sobre seus problemas. Nossas entrevistas não duram menos do que uma hora e meia”, contou.

Já foi possível concluir que a atual realidade tem provocado sintomas psicopatológicos, como depressão e irritabilidade; psicosomáticos, como hipertensão arterial, ataques de asma, úlceras estomacais, enxaquecas e perda de equilíbrio; e sintomas comportamentais, como reações agressivas, transtornos alimentares, aumento de consumo de álcool e tabaco, disfunção sexual e isolamento.

Tudo isso, para Janete Leite, decorre da pressão atualmente feita sobre o docente. “O nosso final de semana desapareceu, pois temos de dar conta do que não conseguimos na semana, como responder e-mails de orientandos, ou escrever artigos”, afirmou.

Para ela, é preciso que haja uma reação dos docentes a esse processo. “Caso contrário, seremos uma geração que já está com a obsolescência programada”, previu.

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Berthier Ribeiro-Neto

Poucas mulheres atuam em áreas como ciências da computação. O problema é real para a produtividade: equipes mistas têm melhores resultados

A força criativa das empresas modernas reside, cada vez mais, na soma das habilidades dos indivíduos que nelas trabalham.

A diversidade de ideias, culturas e experiências de vida que nos diferenciam uns dos outros constitui elemento essencial para a geração de produtos e tecnologias que antecipam as necessidades dos usuários, alteram paradigmas, e consequentemente alteraram o comportamento das pessoas. Isso é importante porque somente há inovação quando há alteração de comportamento.

Para criar um ambiente com diversidade de ideias e culturas, é preciso contratar pessoas com formação variada, com diferentes matizes raciais e religiosas, com boa proporção de homens e mulheres.

Conquanto pareça desnecessário frisar diversidade de sexo no início do século 21, há áreas do conhecimento, como as engenharias e as ciências da computação, em que a proporção de mulheres é baixa ou muito baixa, podendo chegar a frações inferiores a 5%.

O problema é real e de relevância para aumento da produtividade e criatividade ao largo, dado que equipes compostas por homens e mulheres produzem melhores resultados do que equipes compostas exclusivamente por homens.

Um estudo sobre registros de patentes ao longo de 25 anos (1980-2005) realizado pelo Centro Nacional para as Mulheres e Tecnologia da Informação, dos Estados Unidos, concluiu que equipes mistas produziram de 26% a 42% mais registros do que equipes compostas exclusivamente por homens.

O problema é particularmente agudo na área de ciência da computação, no qual as mulheres representam apenas 20% da força de trabalho –enquanto são 59% da força de trabalho profissional do Brasil, de acordo com pesquisas do Google.

Desde 2001, a participação feminina nos cursos de ciência da computação no país, uma área fundamental nos tempos de inovação digital, caiu de 30% para meros 15%. O futuro de curto prazo promete menos mulheres num mercado já dominado pelos homens.

Há várias razões para o fenômeno. É fato que há um certo preconceito social com as engenharias em geral como uma área boa para os homens, mas difícil para as mulheres. Como resultado, logo no início do segundo grau, quando os jovens começam a pensar no curso que farão na universidade, as mulheres são estimuladas a considerarem em primeiro plano as ciências humanas e biológicas, com ênfase maior para os cursos de medicina e direito.

Mudar um tal estado de coisas requer reinventar a imagem das engenharias e das ciências da computação no imaginário popular. Um passo inicial importante é divulgar a presença de mulheres de sucesso nas engenharias e nas empresas de alta tecnologia, como modelos inspiracionais para os jovens. Outro é estimular a contratação de mulheres nas engenharias.

Como país que entende o poder da inovação na geração do crescimento econômico sustentável, precisamos estimular uma nova geração de mulheres apaixonadas pela matemática, física, ou química que, no momento de escolha da profissão, sejam capazes de sonhar com um futuro brilhante nas empresas modernas de engenharia e tecnologias de informação.

BERTHIER RIBEIRO-NETO, 53, é diretor de engenharia do Google para a América Latina

UFMT abre concurso público

Concurso

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza concurso público de provas e títulos para provimento de cargos na carreira do magistério superior. O edital saiu publicado na edição de hoje (20), do Diário Oficial da União (DOU). São quatro vagas para professor auxiliar para a área de Língua Brasileira de Sinais (Libras), distribuídas entre os campi de Cuiabá (duas vagas), Rondonópolis (uma vaga) e Araguaia (uma vaga).

As inscrições poderão ser feitas no período de 6 a 20 de janeiro de 2014, somente via internet, no endereço eletrônico www.ufmt.br. Será cobrada uma taxa de R$ 150,00. As inscrições confirmadas serão divulgadas no dia 27 de janeiro de 2014.

Os locais e horários das provas serão divulgados no dia 27 de janeiro de 2014. O concurso público será feito por meio de prova escrita, no dia 17 de fevereiro de 2014, e prova didática, no dia 20 de fevereiro de 2014.

Os candidatos classificados na prova escrita serão convocados para apresentar currículo documentado, compreendendo toda experiência e produção didática, científica, acadêmica, profissional, cultural e artística devidamente comprovada. O resultado final será divulgado no dia 26 de fevereiro de 2014.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8316.
Confira a íntegra do edital.

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