Recepção é a temática do 5º Colóquio Semiótica das Mídias, em Alagoas

Como parte da programação do Pentálogo VII – A Circulação Discursiva: entre Produção e Reconhecimento –, a ser realizado entre 19 e 23 de setembro – leia AQUI a Proposta Temática), em Japaratinga, Alagoas, nas instalações do Hotel Albacora, o CISECO realizará o V Colóquio Semiótica das Mídias, no dia 21 de setembro.

O evento visa a proporcionar o relato de trabalhos que contenham resultados de pesquisas, finalizadas ou em andamento, afins ao tema do Pentálogo VII, bem como outras reflexões que envolvam questões e ângulos de estudos do âmbito da semiótica e da comunicação. Podem participar professores e/ou pesquisadores profissionais, especialistas, estudantes de graduação e pós-graduação.

O Colóquio será realizado em dois turnos (nas dependências da Escola Municipal Marechal Arthur da Costa e Silva e da Escola Estadual Dom Eliseo, que ficam próximas ao Hotel Albacora), através da atividade de grupos de discussão a serem organizados de acordo com as temáticas dos trabalhos inscritos.

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Em Goiânia, abertura da Compós tem “Fora Temer”

nodebate – O principal evento de pesquisa em comunicação do Brasil iniciou nesta terça-feira (7), Em Goiânia, no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). No no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal participaram da mesa de abertura, entre às autoridades presentes, a profa. da Universidade de S. Paulo (USP), Maria Immaculata Vassallo Lopes e o pesquisador mexicano Guillermo Orozco.

Nas primeiras palavras do 25º Encontro da Compós, o Reitor da UFG, Orlando Afonso Valle do Amaral, ressaltou a importância da reflexão sobre a comunicação, especialmente do jornalismo, no momento de crise política, com “atuação marcante” das redações no Brasil. Complementou da importância do Governo de Lula e Depois Dilma Rousseff, ambos do PT, para a melhoria da estrutura das universidades brasileira. Agora os tempos serão de dúvidas, com o novo governo, afirmou.

O presidente da Campós, Edson Fernando Dalmonte, no seu discurso de abertura, arrancou aplausos ao salientar que o momento é de “fora temer”. A política convive com profunda crise, que atinge a democracia brasileira, exigindo atenção da sociedade. Embora, as palmas não tenham saído de todos os pesquisadores presentes, porém, numa observação rápido se mostrou consensual para a maioria.

Após o coquetel servido aos participantes do evento na abertura, as atividades recomeçam nesta quarta-feira(8), cuja programação consta encontros em Grupos de Trabalhos, pela manhã e à tarde, que se estendem até quinta-feira(9). No último dia, sexta-feira(10), serão feitas reuniões dos coordenadores de GTs, pela manhã e reunião do Conselho da Compós, na parte da tarde.

Evolução da audiência latino-americana

O pesquisador em Comunicação na América Latina, Guillermo Orozco, do México, que trabalha na linha de pesquisa em estudos da recepção, alfabetização em audiovisual e reflexões na área de metodologia, destacou na sua palestra de abertura da Compós a transformação por que passa a audiência dos meios de comunicação, com destaque para a televisão.

Conforme observou vive-se no mundo nos tempos da comunicação, sendo o conhecimento advém, em grande parte das mídias, as quais ganham importância na formação do pensamento social. No entanto, isso não quer dizer que a audiência seja homogênea na recepção dos programas televisuais. Um engano entender que todos os receptores/consumidores de mídias entendem o que se passa nos programas do mesmo modo.

Talvez a forma correta, analisa o palestrante, seria compreender que há uma grande audiência, mas que existem diferenças na concepção de cada pessoa. Assim, é preciso entender a audiência de maneira individual, para não cair no erro da formação de pensamento de consenso universal – desta forma inconsciente e massificada.

A rigor, Orozco fez questão de afirmar que a recepção não é algo que surgiu nestes tempos das mídias tecnológicas, mas o público sempre existiu na sociedade – sobretudo nas transformações para a  modernidade.

No passado, sua atuação ocorria em face dos acontecimentos, dos quais participavam diretamente. Na atualidade, diz o pesquisador da comunicação latino-americana, há a interferência das mediações, que gera a construção de realidade pelos produtores de mídias, que passa pela troca entre realidade e ficção. Contudo, a sociedade continua participando do processo de formação desta realidade, efetivamente.

A palestra do professor mexicano traz uma amarra com as abordagens da Intercom, ocorrida também na capital goiana, que destacou a importância dos meios para a formação do pensamento política da sociedade latino-americana e mundial. O autor que parece em alto em ambos os eventos é Marshall Mcluhan e seus seguidores, com a discussão sobre a interferência do meio na formação cultural, na era da tecnologia da informação.

No entanto, talvez falte aprofundar mais no tema, no sentido de analisar para qual realidade a sociedade, nesta relação com os meios, estão construindo para a pós-modernos? Certamente, um debate que será realizado ao longo da Compós, que contabilizou mais de 400 trabalhos inscrições para o 25º encontro em Goiânia.

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Em discussão nos Grupos de Trabalho.

Publicações Compós

 

Abertas as inscrições para o Prêmio Adelmo Genro Filho

SBPJor

As inscrições para a 11ª. Edição do Prêmio Adelmo Genro Filho (PAGF) de Pesquisa em Jornalismo já estão abertas e vão até o dia 10 de julho. Para a edição de 2016, poderão concorrer os trabalhos defendidos em 2015, de 01 de janeiro a 31 de dezembro, nas categorias Iniciação Científica/TCC, Mestrado e Doutorado.

O Prêmio PAGF foi criado em 2004 pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), para valorizar de forma individual as contribuições relevantes para o campo da pesquisa em jornalismo.

A jornalista Claudia Quadros está na coordenação geral do Prêmio Adelmo Genro Filho 2016. Professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFPR, ela já foi vice-presidente e diretora científica da SBJor.

As comissões julgadoras de cada uma das categorias do PAGF são compostas por membros designados pela coordenação do PAGF conjuntamente com a diretoria e integrantes do Conselho Científico da SBPJor. A comissão julgadora deliberará pelo voto da maioria de seus membros. Na categoria sênior, a escolha é feita pela diretoria e pelo Conselho Científico da SBPJor, mas todo sócio da SBPjor pode enviar uma indicação ao PAGF até 10 de julho. Nesta categoria, é considerada a trajetória acadêmica e a contribuição do pesquisador para o campo do Jornalismo.

A Comissão julgadora do Prêmio PAGF avaliará os trabalhos até 30 de setembro de 2016. A entrega do Prêmio será feita durante o 14º. Encontro Nacional da SBPJor, que acontece entre os dias 9 e 11 de novembro de 2016 na Unisul, em Palhoça, Santa Catarina.

Acesse a Ficha de Inscrição e o Regulamento.

3° Encontro Centro-Oeste de História da Mídia

nodebate – Cerca de 200 participantes são esperados no 3º Encontro Centro-Oeste da Rede Alcar de História da Mídia que acontecerá na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) nos dias 23 e 24 de junho. A realização é do Mestrado em Comunicação e do curso de Jornalismo da UFMS em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadoras da História da Mídia – Rede Alfredo de Carvalho (Rede Alcar).

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O evento tem como tema central Mídia, fluxos migratórios e diásporas: perspectiva histórica, que visa uma reflexão sobre a mídia e os grandes movimentos migratórios forçados, como os que veem ocorrendo na Síria e no Iraque entre outros países. Como subtema, serão discutidos os 55 anos da televisão na região Centro-Oeste – 55 anos em Goiás e 50 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Voltado a estudantes, professores, pesquisa-dores, profissionais e ao público em geral, o evento é estruturado em oito grupos temáticos nos quais serão apresentados trabalhos sobre a história do jornal e do jornalismo, do rádio, da televisão, da publicidade, da mídia digital e mídia alternativa.

Professor produtivista

Fonte ANDES

Produtivismo acadêmico está acabando com a saúde dos docentes

 A quarta mesa do Seminário Ciência e Tecnologia no Século XXI, promovido pelo ANDES-SN em novembro (2015), em Brasília, debateu o “Trabalho docente na produção do conhecimento”. As análises abrangeram tanto a produção do conhecimento dentro da lógica do capitalismo dependente brasileiro, até o efeito do produtivismo acadêmico na saúde dos docentes.

Participaram dessa mesa, o ex-presidente do ANDES-SN e professor do departamento de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; a assistente social e também professora da UFRJ Janete Luzia Leite; e a professora visitante do curso de pós-graduação em serviço social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Maria Ciavatta.

Leher iniciou sua fala lembrando que a universidade brasileira, implantada tardiamente, tem sua gênese na natureza do capitalismo dependente brasileiro. E é essa matriz que vai determinar o conhecimento gerado academicamente. “Também não podemos esquecer que a produção do conhecimento tem sido re-significada. Hoje, não há mais a busca da verdade, mas, sim, a sua utilidade. Sem contar que o conhecimento é uma forma de domínio, como já disseram Kissinger, Fukuyama e Mcnamara”, argumentou.

“Diante disso, está fora de lugar a perspectiva de que a universidade tem um caráter iluminista. Àquela aura do professor universitário intelectual não mais se sustenta”, constatou.

Para Leher, antes havia a valorização da cultura geral, em que era comum encontrar um físico escrevendo sobre arte. Essa ideia, no entanto, não ocorre mais na universidade submetida à lógica utilitarista e pragmática. “É a expropriação do trabalho acadêmico”, criticou.

No Brasil, esse processo foi iniciado com a ditadura militar, que centralizou no Ministério do Planejamento os programas de apoio científico e tecnológico. Como o governo precisava direcionar a inteligência na perspectiva desenvolvimentistas do país, mas queria silenciar a universidade, passou a utilizar-se dos editais para direcionar as pesquisas.

Desde então, mas, principalmente, a partir de 2000, a maioria dos recursos destinados à pesquisa foram se deslocando para o que passou a ser chamado de inovação. A hipótese de Leher é de que como Brasil é dependente e como os doutores formados nas universidades não conseguem empregos na iniciativa privada, a universidade está sendo re-funcionalizada para fazer o serviço que as empresas não querem fazer.“Isso se dá nas ciências duras, mas também nas ciências sociais. É o que explica, por exemplo, o tanto de editais para formar professores à distância, ou para fazer trabalho nas favelas. É a universidade oferecendo serviços”, exemplificou.

“Diante dessa pressão em oferecer serviços, em produzir, o professor que levar dois anos para concluir um livro é expulso da pós-graduação”, denunciou Leher.

A saída para essa situação está na aliança do movimento docente com os movimentos populares. “Ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, em que parcelas da burguesia apoiaram projetos de uma universidade mais comprometida com os povos, hoje eles estão preocupados em inserir cada vez mais a instituição na lógica do mercado”, constatou. “Temos, portanto, de construir um arco de forças políticas no movimento anti-sistêmico, ou seja, com movimentos como a Conae e o MST”, defendeu.

Esse diálogo vai exigir da academia, no entanto, um esforço epistemológico e epistêmico. “Se queremos o MST como aliado, por exemplo, temos de produzir conhecimento que trate, por exemplo, da agricultura familiar”, argumentou.

Qualidade no ensino
A professora Maria Ciavatta também criticou o produtivismo acadêmico ao qual estão submetidos os docentes universitários. “Numa recente publicação do ANDES-SN, li a seguinte frase, que reflete muito bem o atual estado em que nos encontramos: ‘antes, éramos pagos para pensar, agora, somos pagos para produzir’. Achei essa definição ótima”, afirmou.

Ciavatta argumentou que a baixa qualidade do ensino decorre, diretamente, da insuficiência de recursos, responsável pelos baixos salários pagos aos professores. Disse, também, que o Brasil não tem políticas públicas para educação, mas programas de governo.

Ela criticou veementemente o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) do governo federal. “O discurso é o mesmo dos anos 90, de que precisamos treinar os jovens pobres porque eles precisam de trabalho. Ocorre que esses jovens, por não saberem o básico, também não aprenderão nada nos cursos técnicos”, previu.

“O que temos de defender é a universalização do ensino médio público, gratuito, de qualidade e obrigatório. Temos de responsabilizar o Estado nessa questão”, defendeu.

Ciavatta criticou a banalização do termo pesquisa. “Todos os professores têm de ser pesquisadores, quando, na realidade, a pesquisa científica exige um tempo para pensar”, argumentou. “A pesquisa é encarada como toda E qualquer busca de informação”, constatou.

Após citar os artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da pesquisa, ela apontou a baixa qualidade do ensino como um empecilho. “A sofisticada proposta da LDB não se faz com alunos semi-analfabetos. Não basta a alfabetização funcional de muitos e a especialização de poucos. A inovação requer a generalização da cultura científica”, diagnosticou.

Para Ciavatta, a privatização das universidades públicas, com a criação de cursos pagos, se deu a partir do achatamento salarial dos anos 90, o que acarretou maior carga horária dos professores, precarização das relações de trabalho, produtivismo induzido e  individualismo.  “Sou de uma época em que líamos os trabalhos dos colegas. Hoje não temos mais tempo”, lamentou.

A eficiência prescrita e o produtivismo induzido limitaram, segundo ela, a democracia e a autonomia da universidade.

Para a pesquisadora, o viés positivista e mercantilista é que está pautando a produção do conhecimento. “O direito à educação está sendo substituído pelo avanço do mercado sobre a educação, que está sendo vista como um serviço”, afirmou.

Saúde dos docentes
O produtivismo acadêmico está tirando a saúde dos docentes das universidades públicas brasileiras. Essa é a principal constatação feita por estudo da professora do curso de Serviço Social da UFRJ Janete Luzia Leite. “Antes, a docência era vista como uma atividade leve. Agora, está todo mundo comprimido”, afirmou.

A causa dessa angústia está na reforma, feita em 2004, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Aliada ao Reuni, as mudanças na Capes foram um verdadeiro ataque à autonomia universitária”, denunciou.

O resultado foi a instituição de dois tipos de professores: o pesquisador, que ensina na pós e recebe recursos das agências de fomento para fazer suas pesquisas e o que recebe a pecha de “desqualificado”, que ficou prioritariamente na docência de graduação e à extensão. Esses, em sua maioria, são recém-contratados e terão suas carreiras truncadas e sem acesso a financiamentos.

Para Janete, os atuais docentes estão formando em seus alunos um novo ethos, em que é valorizado o individualismo, ocultada a dimensão da coletividade e naturalizada a velocidade e a produtividade.

Há, também, um assédio moral subliminar muito forte, que ocorre, principalmente, quando o docente não consegue publicar um artigo, ou quando seus orientandos atrasam na conclusão do curso. “Com isso, estamos nos aproximando de profissões que trabalham no limite do estresse, como os médicos e motoristas”, afirmou.

O resultado é que os docentes estão consumindo mais álcool, tonificantes e drogas e estão propensos à depressão e ao suicídio. “É um quadro parecido com a Síndrome de Burnout, em que a pessoa se consome pelo trabalho. Ocorre como uma reação a fontes de estresses ocupacionais contínuas, que se acumulam”, explicou Janete Leite.

O problema, segundo ela, é que as pessoas acham que seu problema é individual, quando é coletivo, além de terem vergonha de procurar o serviço médico. “Com isso, elas vão entrando em suas conchas, temendo demonstrar fragilidades”.

Como forma de mensurar o nível de estresse dos docentes, a pesquisadora da UFRJ começou a fazer uma pesquisa nesse campo. Junto com um grupo de aluno, ela entrevista professores dispostos a falar de seus problemas.

“A primeira constatação que fiz é que as pessoas estão ansiosas para falar sobre seus problemas. Nossas entrevistas não duram menos do que uma hora e meia”, contou.

Já foi possível concluir que a atual realidade tem provocado sintomas psicopatológicos, como depressão e irritabilidade; psicosomáticos, como hipertensão arterial, ataques de asma, úlceras estomacais, enxaquecas e perda de equilíbrio; e sintomas comportamentais, como reações agressivas, transtornos alimentares, aumento de consumo de álcool e tabaco, disfunção sexual e isolamento.

Tudo isso, para Janete Leite, decorre da pressão atualmente feita sobre o docente. “O nosso final de semana desapareceu, pois temos de dar conta do que não conseguimos na semana, como responder e-mails de orientandos, ou escrever artigos”, afirmou.

Para ela, é preciso que haja uma reação dos docentes a esse processo. “Caso contrário, seremos uma geração que já está com a obsolescência programada”, previu.

Universidade para quê?

Folha de S. Paulo/Opinião

ODED GRAJEW – As universidades brasileiras reúnem em seu corpo docente e discente (professores, alunos e pesquisadores) uma boa parte dos talentos de nossa sociedade.

O conhecimento acadêmico se espalha em inúmeras áreas: saúde, educação, habitação, transporte, economia, ciência em geral, produção, administração pública e privada, direito público e privado, urbanismo, entre outros.

Muitas dessas universidades têm parcerias internacionais que facilitam a relação entre alunos e professores. Mas essa imensa riqueza de conhecimento, esse fantástico potencial, tem contribuído em sua plenitude para melhorar o país? Acredito que não. Sabemos que uma boa parte da produção científica não ultrapassa os muros da academia.

A grande maioria de nossas lideranças políticas é constituída de pessoas com poder de mobilização, de articulação e de comunicação, o que lhes permitiu, com carisma e faro, galgar posições na hierarquia política partidária e ganhar eleições. Entretanto, ao serem eleitos, deparam-se com o desafio de colocar em prática suas propostas.

A formação das equipes –ministros, secretários, assessores e segundo escalão– é pautada muitas vezes por acordos partidários e por compromissos assumidos com os apoiadores da campanha eleitoral. Em geral, as equipes não são constituídas por pessoas com notório saber de suas áreas.

Os baixos salários da administração pública inibem e acabam por afastar os grandes talentos, já que estes conseguem uma remuneração muito maior na iniciativa privada. Por isso, muitos administradores e dirigentes públicos enfrentam grande dificuldade para contratar gente competente.

Não é por acaso que no Brasil, país com uma das maiores cargas de impostos do mundo, as políticas públicas são, em geral, de muito baixa qualidade. Tanto é que as pessoas de maior renda recorrem a serviços privados.

Os conhecimentos acumulados nas universidades brasileiras poderiam dar uma enorme contribuição para melhorar a qualidade dos nossos serviços públicos. As eleições municipais de 2016 oferecem essa oportunidade. Cada universidade poderia mobilizar seus professores, pesquisadores e alunos para produzir propostas que beneficiem suas cidades, as cidades vizinhas e até mesmo todas as cidades do país.

Essas propostas, nas áreas de educação, saúde, mobilidade, habitação, planejamento urbano, meio ambiente, cultura, esporte, energia, crianças e adolescentes, economia e tantas outras, seriam apresentadas, por meio de seminários e outras atividades, à sociedade, aos meios de comunicação e a todos candidatos e partidos.

O debate político teria, assim, maior conteúdo, fugindo da superficialidade e do casuísmo habituais. Após as eleições, as universidades poderiam, e até deveriam, se tornar parceiras dos eleitos para implementar tais ideias.

Ao colocarem a diversidade de seus ricos conhecimentos a serviço da sociedade, as universidades cumpririam mais amplamente a missão primordial de serem parceiras na construção de um país melhor para todos.
A eleição deste ano é uma ótima oportunidade para que o saber acadêmico se torne prática nas políticas públicas das próximas administrações municipais.

ODED GRAJEW, 71, é coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos. É idealizador do Fórum Social Mundial. Foi assessor especial do presidente da República em 2003 (governo Lula).

Revista: Qualidade na Televisão

Capa da revista

Clique na imagem para abrir a revista

Rogério Christofoletti

Caros leitores,

Estudos em Jornalismo e Mídia acaba de publicar seu mais recente número,
com um especial sobre Qualidade na Televisão. Convidamos a navegar no
sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.

Agradecemos o interesse e a leitura,

Rogério Christofoletti, editor
Cárlida Emerim, subeditora

Estudos em Jornalismo e Mídia
v. 10, n. 2 (2013): Qualidade na Televisão
Sumário
Link – https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/issue/view/2007

Aberta III Semana Científica do Araguaia

Foi aberta, nesta segunda-feira (25), a III Semana Cientifica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus do Araguaia, com exposição dos trabalhos realizados pelos cursos de graduação, oficinas, palestras e debates e apresentações orais de projetos de ensino pesquisa e extensão.

Na segunda e terça-feira (26), foi realizada a Mostra de Cursos. A atividade recebeu a visita de mais de 500 estudantes de 12 escolas públicas e privadas de Barra do Garças e de municípios da região. Os estudantes conheceram os cursos ofertados pelo campus do Araguaia. Os 16 cursos de graduação expuseram, no salão multiuso, os projetos e principais ações.

Para atrair a atenção dos visitantes, os cursos do Araguaia realizaram diferentes atividades. O curso de Direito, por exemplo, fez audiências simuladas. Já o curso de Jornalismo montou estúdios de TV e rádio; o de Ciência da Computação apresentou seus sistemas de robótica e o de Geografia trouxe estudos sobre solos e rochas.

Já para os acadêmicos, foram ofertadas oficinas de técnicas básicas de fotografia, construção de gráficos de funções de uma variável, como escrever artigos científicos, videoreportagem, literatura e cultura afro-brasileiras na escola e como fazer um blog.

Desta quarta-feira (27) a sexta-feira (29), acontecerá a segunda etapa da semana científica com apresentações orais dos trabalhos de extensão e pesquisa desenvolvidos por acadêmicos e docentes e a realização de palestras e debates.

Na segunda-feira, apresentação do Coral Canto Maior marcou a abertura oficial do evento.

UFMT realiza a III Semana Científica, 25 a 29 de novembro de 2013

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO – UFMT

Será realizada na semana compreendida entre 25 a 29 de novembro de 2013 a terceira Semana Científica do Campus Universitário do Araguaia da UFMT. O evento reunirá Mostra de Cursos, Extensão e Pesquisa do Campus Universitário do Araguaia.

Com essa terceira edição o evento fixa-se no calendário acadêmico da UFMT como uma importante ação universitária, destacando as atividades desenvolvidas no Campus do Araguaia como na UFMT, para a região do Vale do Araguaia.

A Terceira Semana Científica compreende dois momentos: a realização da Mostra de Cursos, nos dias 25 e 26 de novembro, e sendo reservados os dias: 27 a 29 de novembro para Mostra de Pesquisa e Extensão, onde ocorrerão comunicações orais e sessões de pôsteres dos trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos, mesas de debates e palestras. Além da Mostra de Cursos, nos dias 25 e 26, serão oferecidos diversos mini-cursos nas áreas tecnológicas, de saúde e humanas.

As atividades da mostra realizar-se-ão na unidade II – Barra do Garças/MT, do Campus Universitário do Araguaia, nos períodos matutino, vespertino e noturno, com abertura oficial às 19h do dia 25/11/2013.

CONFIBERCOM 2014, com inscrições abertas

Confibercom2014

Promover a reflexão sobre os desafios de internacionalização das ciências da comunicação no espaço ibero-americano, fomentar a valorização das línguas ibéricas como línguas de conhecimento e de produção científica e estreitar os laços de cooperação entre os investigadores dos países desta vasta região são os principais objetivos do II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana. Dando continuidade aos trabalhos iniciados em São Paulo (Brasil), em agosto de 2011, por ocasião do I Congresso, este encontro procura contribuir para o reforço da solidariedade académica, política e cultural entre os países de expressão portuguesa e espanhola, ao mesmo tempo que se constitui como uma oportunidade de afirmação global do trabalho realizado por esta alargada comunidade científica.

Inscrito no âmbito da missão geral da CONFIBERCOM, o II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana pretende colocar em perspetiva os horizontes de internacionalização e de cooperação interinstitucional entre universidades e grupos de pesquisa desta região geográfica. Com este tema geral, o congresso divide-se em 22 grupos temáticos, que acolherão propostas de trabalho nas diferentes áreas de investigação em ciências da comunicação (ver Chamada para Apresentação de Trabalhos).

De 13 a 16 de abril de 2014, a Universidade do Minho em Braga (Portugal) acolherá este encontro na expectativa de contribuir para o desenvolvimento científico e para o reconhecimento da vocação intercultural da comunicação. O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, que organiza o II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana, saúda as diferentes comunidades desta região e convida os investigadores a participar no debate proposto por esta iniciativa.

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