Universidade para quê?

Folha de S. Paulo/Opinião

ODED GRAJEW – As universidades brasileiras reúnem em seu corpo docente e discente (professores, alunos e pesquisadores) uma boa parte dos talentos de nossa sociedade.

O conhecimento acadêmico se espalha em inúmeras áreas: saúde, educação, habitação, transporte, economia, ciência em geral, produção, administração pública e privada, direito público e privado, urbanismo, entre outros.

Muitas dessas universidades têm parcerias internacionais que facilitam a relação entre alunos e professores. Mas essa imensa riqueza de conhecimento, esse fantástico potencial, tem contribuído em sua plenitude para melhorar o país? Acredito que não. Sabemos que uma boa parte da produção científica não ultrapassa os muros da academia.

A grande maioria de nossas lideranças políticas é constituída de pessoas com poder de mobilização, de articulação e de comunicação, o que lhes permitiu, com carisma e faro, galgar posições na hierarquia política partidária e ganhar eleições. Entretanto, ao serem eleitos, deparam-se com o desafio de colocar em prática suas propostas.

A formação das equipes –ministros, secretários, assessores e segundo escalão– é pautada muitas vezes por acordos partidários e por compromissos assumidos com os apoiadores da campanha eleitoral. Em geral, as equipes não são constituídas por pessoas com notório saber de suas áreas.

Os baixos salários da administração pública inibem e acabam por afastar os grandes talentos, já que estes conseguem uma remuneração muito maior na iniciativa privada. Por isso, muitos administradores e dirigentes públicos enfrentam grande dificuldade para contratar gente competente.

Não é por acaso que no Brasil, país com uma das maiores cargas de impostos do mundo, as políticas públicas são, em geral, de muito baixa qualidade. Tanto é que as pessoas de maior renda recorrem a serviços privados.

Os conhecimentos acumulados nas universidades brasileiras poderiam dar uma enorme contribuição para melhorar a qualidade dos nossos serviços públicos. As eleições municipais de 2016 oferecem essa oportunidade. Cada universidade poderia mobilizar seus professores, pesquisadores e alunos para produzir propostas que beneficiem suas cidades, as cidades vizinhas e até mesmo todas as cidades do país.

Essas propostas, nas áreas de educação, saúde, mobilidade, habitação, planejamento urbano, meio ambiente, cultura, esporte, energia, crianças e adolescentes, economia e tantas outras, seriam apresentadas, por meio de seminários e outras atividades, à sociedade, aos meios de comunicação e a todos candidatos e partidos.

O debate político teria, assim, maior conteúdo, fugindo da superficialidade e do casuísmo habituais. Após as eleições, as universidades poderiam, e até deveriam, se tornar parceiras dos eleitos para implementar tais ideias.

Ao colocarem a diversidade de seus ricos conhecimentos a serviço da sociedade, as universidades cumpririam mais amplamente a missão primordial de serem parceiras na construção de um país melhor para todos.
A eleição deste ano é uma ótima oportunidade para que o saber acadêmico se torne prática nas políticas públicas das próximas administrações municipais.

ODED GRAJEW, 71, é coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos. É idealizador do Fórum Social Mundial. Foi assessor especial do presidente da República em 2003 (governo Lula).

A falácia do currículo enxuto

Folha de S. Paulo/TENDÊNCIAS/DEBATES

Paulo Ghiraldelli

Tirar filosofia e sociologia do currículo do ensino médio para “torná-lo mais atrativo” afastará ainda mais os jovens da cultura em sua plenitude

A reforma do currículo do ensino médio anunciada por Dilma Rousseff causou apreensão. A presidente deixou nas entrelinhas, em entrevista na TV, a ideia de retirar do currículo a sociologia e a filosofia.

Quem está no trabalho com o ensino e a pesquisa sabe o bem que essas disciplinas trazem aos jovens. Os resultados podem ser mensurados, principalmente, pelo mercado de livros. A procura por obras clássicas pelos jovens aumentou. Há indicadores que mostram que devemos esse feito a essas disciplinas entre aqueles que, em seguida, chegam às universidades.

Em um país como o Brasil, esses resultados não indicam pouca coisa. Mas, e quanto ao resto do que a presidente disse? É possível enxugar o currículo do ensino médio para “torná-lo mais atrativo”?

Antes de qualquer coisa: a escola tem de ser atrativa pelo que oferece, e não pelo que não oferece! Deixar conteúdos já consagrados de fora torna a escola atrativa só para quem não quer estudar.

Não é o currículo enxuto o fator de atração de alunos para a escola básica e, muito menos, é ele que determina que os estudantes nela permaneçam. Não há pesquisa séria que mostre isso. Ao contrário, todas as pesquisas indicam que, se deixamos de lado fatores externos (renda familiar, tempo livre etc.), é a força intelectual e moral do professor que pesa na decisão do estudante em continuar na escola.

Os professores recebem algo em torno de R$ 9 por hora-aula no Brasil. É um número diminuto perto do que vale a hora de trabalho no Brasil fora do magistério, para qualquer profissão que requisita o mesmo tempo de estudo universitário.

Não é possível manter na escola os melhores mestres com esse tipo de remuneração e, se a escola pública paga mal, não estimula a particular a pagar melhor. Resultado: hoje no Brasil não há classe social que possa ver seus filhos em contato com bons mestres.

O valor da hora-aula é o determinante principal na escola brasileira. Tudo já foi tentado para melhorar essa instituição e não deu certo. Só isso ainda não foi modificado.

Metade da população não consome a cultura mais elaborada. O contato do brasileiro com a cultura letrada ainda depende demais da escola –trata-se de uma regra que também vale para a classe média tradicional.

Teatro, cinema, biblioteca e museu são visitados por estudantes enquanto estudantes. Fora da escola, até música ao vivo de qualidade é deixada de lado. As feiras do livro não são mais eventos para o leigo culto. Uma grade curricular enxuta deixará os jovens fora da cultura em sua plenitude.

A presidente Dilma escorregou. Deveria reestruturar melhor seu pensamento e sua fala.

A maior parte dos políticos brasileiros, até os que se dizem envolvidos com projetos educacionais, tendem a negligenciar a formação no âmbito do ensino médio. Desqualificam-no ao insistirem que ele dever ser “técnico”. Trata-se de um nível escolar importante e que deve ser democratizado sem que tenhamos que vê-lo pior do que já está.

***

IV SAU – Semana de Audiovisual da UEG

O Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás tem o prazer de convidá-lo (a) para IV Semana de Audiovisual da UEG, que acontecerá entre os dias 03 a 09 de novembro, no Câmpus Laranjeiras em Goiânia-GO. A IV SAU tem como tema: Processos Criativos.

Tema que se faz necessário em um momento que antecede um boom de produções, consequências de editais conquistados pela classe nos últimos anos. Importante refletir sobre os processos para que gere conteúdo audiovisual mais consistentes.

Para isso teremos na programação palestra sobre o processo de criação do cineasta independente Hugo Caiapônia, mesa com a presença dos realizadores regionais e oficina de roteiro com Lucas Paraizo, além das oficinas para alunos de escola pública e Grupos de Trabalho com apresentação de artigos.

Saiba mais e se inscreva no site: http://sau.audiovisual.ueg.br/

Saúde e educação puxam queda inédita de diplomas

Folha de S. Paulo

Áreas têm falta de profissionais; punição a cursos ruins contribuiu, diz MEC. Rede privada liderou redução do número de graduados; cursos de formação de professor tiveram baixa de 10%

THAIS BILENKY

A queda inédita no número de alunos formados no ensino superior em 2013 acentuou o deficit de profissionais que o país enfrenta nas áreas de saúde e educação. Cursos como enfermagem, farmácia e odontologia entregaram 13,4% menos diplomas em 2013 em comparação com 2012. Em cursos de formação de professores, verificou-se uma baixa de 10%.

Em ambas as áreas, a redução de estudantes que concluíram o ensino superior foi maior do que a média de 5,65% de todos os cursos. Em 2012, foram entregues 1,05 milhão de diplomas; no ano passado, 991 mil, de acordo com o censo apresentado pelo Ministério da Educação em setembro.

Foi a primeira vez que caiu o número de formandos desde 2002, quando teve início a série histórica. O MEC (Ministério da Educação) afirma que a queda se deve a ações de fiscalização em faculdades, entre outros motivos (leia na pág. C3).

Especialistas apontam como fatores de desestímulo para a formação em saúde e educação baixos salários, além de estrutura e gestão precárias, principalmente em cidades do interior do país.

Referência no Brasil, pesquisas nas universidades paulistas em queda

Folha de S. Paulo

Produção científica no Brasil fica menos concentrada em SP

Parcela correspondente à USP, Unesp e Unicamp cai em relação ao total do país. Mas, enquanto índice de qualidade dos artigos no país está estagnado, o das paulistas cresce

MAURÍCIO TUFFANI

O percentual de pesquisas científicas publicadas pelas três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) em relação ao total dos estudos feitos no Brasil vem caindo, num movimento de desconcentração da produção acadêmica.

Mas enquanto o índice de qualidade da produção estagnou na média do país, ele cresceu nessas três universidades, que hoje enfrentam problemas financeiros. Esse quadro é revelado por uma tabulação de dados da base Web of Science feita pela Fapesp (agência paulista de fomento à pesquisa).

Pelo menos 40% de toda a produção científica anual brasileira de 1993 a 2009 correspondeu às estaduais paulistas. Essa participação diminuiu a partir de 2010, chegando a 37% em 2012 e 2013.

Essa queda se deve principalmente à criação de novas instituições de pesquisa no país. Desde o início do governo Lula, em 2003, foram inauguradas 18 das atuais 63 universidades federais, segundo Paulo Speller, secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação.

Na média de toda a produção científica do Brasil, o indicador de qualidade, cuja base é a média de citações por artigo de cada instituição, era de 0,55 em 1981. Desde 2003, ele tem oscilado em torno de 0,69. Na Unesp, Unicamp e USP, esse índice de qualidade manteve a tendência de alta, chegando respectivamente a 0,67, 0,80 e 0,84.

Mesmo assim, o desempenho é inferior ao dos países desenvolvidos, que têm números superiores a 1 para o chamado “impacto relativo à média mundial”.

Folha de S. Paulo

Rogerio Meneghini

Rankings de universidades não são piada

A ameaça do interesse comercial tende a ser anulada à medida que a metodologia de elaboração de rankings se aprimora

Uma pergunta que não cala é: por que esta necessidade de procurar padrões que unem ou diferenciam tudo o que existe? A resposta de Umberto Eco, em seu livro “A Vertigem das Listas” (ed. Record), é porque se trata de um imperativo atávico de dar ordem ao caos.

Nestes últimos anos, as universidades mundiais foram surpreendidas por iniciativas de se avaliá-las e classificá-las que se sucederam.

A complexidade que engloba as atividades acadêmicas fez com que enfoques diversificados que vêm sendo ensaiados pelos diferentes rankings universitários produzam resultados que, comparativamente, podem parecer randômicos.

É preciso, porém, considerar que há uma sondagem diversificada pelos rankings, que miram as universidades sob múltiplos ângulos. É plausível que os resultados destoantes soem estranhos para os leigos.

Mas não deveriam receber o estigma de “piada” por pesquisadores, professores e muito menos por autoridades brasileiras do setor acadêmico-científico, que recentemente assim os qualificaram publicamente, argumentando haver por trás dos rankings um interesse comercial.

É plausível haver interesse comercial por parte dos produtores de rankings, os quais são na maioria órgãos de imprensa. Mas faz, hoje, sentido defender que esse interesse necessariamente inviabilize a ética de um procedimento e não permita superar conflitos de interesse?

Essa ameaça pode, em certas circunstâncias, estar presente, porém ela tende a ser anulada à medida que a metodologia de elaboração de rankings se aprimora e há uma multiplicidade de iniciativas ocorrendo simultaneamente.

É interessante notar que o governo brasileiro, por meio do Ministério da Educação (MEC), vem já há algum tempo operando com uma classificação de universidades.

Obviamente, ela não leva o nome de ranking, mas utiliza indicadores para qualificar, dentre mais de 2.000 instituições brasileiras de nível superior, quais podem ser classificadas como universidades. Atualmente, elas somam 195.

Num exame preliminar, a maioria das universidades públicas e privadas de maior porte e maior número de formados está ali presente.

Há, contudo, uma discrepância entre o que o MEC entende por universidade e a concepção mundial de universidade –isto é, uma instituição de educação superior e pesquisa que confere títulos acadêmicos numa variedade de tópicos e provê ensino em nível de graduação e pós-graduação.

O primeiro ranking brasileiro de universidades, o RUF (Ranking Universitário Folha), que utiliza 16 indicadores para classificá-las, mostra que mais da metade das nossas universidades tem atividade de pesquisa praticamente nula, buscando por um alunato de graduação alentado, com forte interesse comercial.

Se for importante para o MEC mantê-las na categoria de universidade, seria mais adequado chamá-las de universidades de ensino, subentendendo-se ensino de graduação, pois é claro que, sem pesquisa, não pode haver um genuíno ensino de pós-graduação.

Se o RUF fosse considerar universidade no “stricto sensu”, então cerca de metade das universidades no sentido compreendido pelo MEC seriam desqualificadas.

Vê-se, portanto, porque dois rankings podem fornecer resultados muito distintos, dependentes do ângulo com que se mira.

***

Folha de S. Paulo

Congresso aprova gasto de 10% do PIB em educação

 

Meta deve ser atingida em dez anos; investimento atual no setor é de 6,4%. Lei deve ser sancionada por Dilma; plano inclui outras metas, mas não prevê punição a gestor que não executá-las

 

FLÁVIA FOREQUE MARIANA HAUBERT

Com três anos de atraso, o Congresso aprovou a versão definitiva do Plano Nacional de Educação, que destina ao setor um investimento público correspondente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto), quase o dobro do atual. O plano traça metas que devem ser cumpridas por União, Estados e municípios, da creche à pós-graduação.

Enviado ao Congresso em 2010 pelo Ministério da Educação, foi aprovado em definitivo pela Câmara nesta terça (3) –na semana passada, os deputados haviam votado um texto-base, deixando para depois a decisão sobre pontos mais polêmicos. Agora, o plano segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Não há expectativa de veto de nenhum artigo importante do texto.

Ele prevê que o investimento em educação aumente para 7% nos próximos cinco anos e chegue a 10% em 2024.

Campanha para privatizar USP

Folha de S. Paulo

Mensalidade na USP poderia ser paga por 60% dos alunos

ÉRICA FRAGA
FÁBIO TAKAHASHI

Seis em cada dez alunos da graduação da USP têm condição econômica para pagar mensalidade, segundo critérios do Prouni (programa federal de bolsas em faculdades privadas).

A arrecadação anual da maior universidade pública do país poderia aumentar R$ 1,8 bilhão, caso fosse adotado um modelo que combinasse cobrança na graduação e pós-graduação e concessão de bolsas para estudantes da graduação.

O cálculo leva em conta uma mensalidade próxima ao valor médio cobrado pela PUC-Rio (R$ 2.600), melhor instituição superior privada do país segundo o RUF (Ranking Universitário Folha).

Folha de S. Paulo

Conselho impõe mais aula prática na pedagogia de USP, Unesp e Unicamp

 

Cursos para formar professores para o ensino básico são criticados por terem hoje muita teoria. Descumprimento pode impedir faculdade de emitir diploma; universidades pedem alteração na regra

FÁBIO TAKAHASHI

O Conselho Estadual de Educação decidiu obrigar USP, Unesp e Unicamp a mudarem seus currículos dos cursos de pedagogia e licenciatura, que formam professores para o ensino básico.

O órgão exige que esses cursos deem mais atenção às atividades práticas do magistério. A norma reflete críticas de educadores e de gestores de que os professores da educação básica recebem uma formação excessivamente teórica na universidade.

O conselho impõe o aumento da carga horária para estágios e disciplinas sobre a prática escolar, além da inclusão na grade de conteúdos básicos como português. A deliberação, de 2012, exigia que o novo modelo fosse implementado já em 2013.

As universidades pediram que a norma fosse revogada. Como não foram atendidas pelo órgão, solicitaram diversas alterações e mais prazo para implementação. O conselho agora analisa esses pedidos, mas já começou a tomar medidas: renovou a autorização de funcionamento de um curso de licenciatura em filosofia da USP por apenas um ano, em vez dos tradicionais cinco.

O curso tem até outubro para apresentar o novo currículo, sob risco de a renovação ser negada pelo conselho. Sem autorização, não é possível conceder diplomas. Mais 15 cursos das três universidades devem ter de passar pelo processo de reavaliação neste ano. Caso não façam a modificação, também podem ficar sem autorização.

“Compreendemos que as discussões nas universidades passam por diversos conselhos, mas a deliberação é de 2012, e elas fizeram pouco”, disse a presidente do Conselho Estadual de Educação, Guiomar Namo de Mello. “Queremos que os professores saibam mais do conteúdo a ser ensinado e que tenham mais conhecimento de como ensinar”, completou.

O conselho é responsável pelas normas das universidades estaduais e municipais. Tornar ou não mais práticos os cursos que formam professores é um dos principais debates no país sobre qualidade de educação. O Saresp, exame estadual, mostra que 40% dos alunos se formam no ensino médio público sem os conhecimentos adequados em português.

Gestores como o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, e o ex-ministro Aloizio Mercadante já reclamaram publicamente do excesso de teoria na formação de docentes. Coordenadores dos cursos rebatem as críticas e dizem que a teoria é importante para o professor refletir sobre o trabalho e corrigir ações.

Professores e servidores da USP decretam greve

Folha de S. Paulo

Paralisação por tempo indeterminado foi marcada para a próxima terça (27). Unicamp e Unesp fazem assembleias nesta quinta-feira (22); movimento é por 9,78% de reajuste salarial

ARETHA YARAK

Professores e funcionários da USP iniciam greve por tempo indeterminado na próxima terça (27) contra a proposta da reitoria de congelar a discussão sobre reajuste de salários ao menos até setembro. A decisão foi tomada nesta quarta (21), após votação em assembleias.

Um grupo de 600 estudantes, segundo o DCE (Diretório Central dos Estudantes), decidiu entrar em greve em apoio. A decisão ainda será apresentada em assembleias em cada uma das faculdades. Nesta quinta (22), professores e funcionários de Unesp e Unicamp, as outras duas universidades estaduais paulistas, também votam o indicativo de greve.

As duas categorias pedem 9,78% de aumento –inflação (6,78%) mais recomposição de perdas históricas.

%d blogueiros gostam disto: