Bolsas de estudos para a Austrália

Existe uma maneira de realizar seu sonho de estudar na Austrália com bolsa e todos os custos incluídos: o programa Endeavour Scholarships & Fellowships. O programa Endeavour do governo australiano oferece, anualmente, bolsas integrais a candidatos do mundo todo, em qualquer área de conhecimento e de qualquer idade. A seleção é bastante
competitiva e se baseia no mérito (acadêmico/profissional) para escolher seus finalistas.

Há quatro categorias de bolsas no programa: Postgraduate Scholarship – para estudos completos de especialização ou mestrado de até dois anos (Master bycoursework ou Master by research, respectivamente), ou de doutorado de até quatro anos; Research Fellowship – para pesquisa (de quatro a seis meses) de pós-doc ou dentro de um programa de mestrado
ou doutorado iniciado no país de origem; Vocational Education and Training (VET) Scholarship – para desenvolvimento de habilidades ocupacionais ou relacionadas ao trabalho em cursos técnicos de até dois anos e meio; e Executive Fellowship – para pressionais em níveis avançados de suas carreiras que queiram uma oportunidade para desenvolvimento profissional, estágio executivo ou visita técnica de até quatro meses na Austrália.

Brasileiros na Austrália!
Este ano, 12 brasileiros estão indo para a Austrália com bolsas do programa Endeavour para estudar e pesquisar em algumas das melhores universidades do mundo. Para mais informações sobre estudar na Austrália, visite http://www.studyinaustralia.gov.au/brazil.

Para participar da edição 2017 do Endeavour Scholarships & Fellowships, é necessário, entre outros requisitos, já ter concluído um curso de graduação, além de apresentar certificado de proficiência em língua inglesa e uma carta de aceite de uma universidade ou instituição australiana.

Inscrições 2017
As inscrições para 2017 poderão ser feitas de abril a 30 de junho de 2016. Para conhecer os critérios de elegibilidade e os demais requisitos, visite: http://internationaleducation.gov.au/Endeavour. Para demais dúvidas, contate
education.brasilia@dfat.gov.au.

 

 

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A falácia do currículo enxuto

Folha de S. Paulo/TENDÊNCIAS/DEBATES

Paulo Ghiraldelli

Tirar filosofia e sociologia do currículo do ensino médio para “torná-lo mais atrativo” afastará ainda mais os jovens da cultura em sua plenitude

A reforma do currículo do ensino médio anunciada por Dilma Rousseff causou apreensão. A presidente deixou nas entrelinhas, em entrevista na TV, a ideia de retirar do currículo a sociologia e a filosofia.

Quem está no trabalho com o ensino e a pesquisa sabe o bem que essas disciplinas trazem aos jovens. Os resultados podem ser mensurados, principalmente, pelo mercado de livros. A procura por obras clássicas pelos jovens aumentou. Há indicadores que mostram que devemos esse feito a essas disciplinas entre aqueles que, em seguida, chegam às universidades.

Em um país como o Brasil, esses resultados não indicam pouca coisa. Mas, e quanto ao resto do que a presidente disse? É possível enxugar o currículo do ensino médio para “torná-lo mais atrativo”?

Antes de qualquer coisa: a escola tem de ser atrativa pelo que oferece, e não pelo que não oferece! Deixar conteúdos já consagrados de fora torna a escola atrativa só para quem não quer estudar.

Não é o currículo enxuto o fator de atração de alunos para a escola básica e, muito menos, é ele que determina que os estudantes nela permaneçam. Não há pesquisa séria que mostre isso. Ao contrário, todas as pesquisas indicam que, se deixamos de lado fatores externos (renda familiar, tempo livre etc.), é a força intelectual e moral do professor que pesa na decisão do estudante em continuar na escola.

Os professores recebem algo em torno de R$ 9 por hora-aula no Brasil. É um número diminuto perto do que vale a hora de trabalho no Brasil fora do magistério, para qualquer profissão que requisita o mesmo tempo de estudo universitário.

Não é possível manter na escola os melhores mestres com esse tipo de remuneração e, se a escola pública paga mal, não estimula a particular a pagar melhor. Resultado: hoje no Brasil não há classe social que possa ver seus filhos em contato com bons mestres.

O valor da hora-aula é o determinante principal na escola brasileira. Tudo já foi tentado para melhorar essa instituição e não deu certo. Só isso ainda não foi modificado.

Metade da população não consome a cultura mais elaborada. O contato do brasileiro com a cultura letrada ainda depende demais da escola –trata-se de uma regra que também vale para a classe média tradicional.

Teatro, cinema, biblioteca e museu são visitados por estudantes enquanto estudantes. Fora da escola, até música ao vivo de qualidade é deixada de lado. As feiras do livro não são mais eventos para o leigo culto. Uma grade curricular enxuta deixará os jovens fora da cultura em sua plenitude.

A presidente Dilma escorregou. Deveria reestruturar melhor seu pensamento e sua fala.

A maior parte dos políticos brasileiros, até os que se dizem envolvidos com projetos educacionais, tendem a negligenciar a formação no âmbito do ensino médio. Desqualificam-no ao insistirem que ele dever ser “técnico”. Trata-se de um nível escolar importante e que deve ser democratizado sem que tenhamos que vê-lo pior do que já está.

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Folha de S. Paulo

Congresso aprova gasto de 10% do PIB em educação

 

Meta deve ser atingida em dez anos; investimento atual no setor é de 6,4%. Lei deve ser sancionada por Dilma; plano inclui outras metas, mas não prevê punição a gestor que não executá-las

 

FLÁVIA FOREQUE MARIANA HAUBERT

Com três anos de atraso, o Congresso aprovou a versão definitiva do Plano Nacional de Educação, que destina ao setor um investimento público correspondente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto), quase o dobro do atual. O plano traça metas que devem ser cumpridas por União, Estados e municípios, da creche à pós-graduação.

Enviado ao Congresso em 2010 pelo Ministério da Educação, foi aprovado em definitivo pela Câmara nesta terça (3) –na semana passada, os deputados haviam votado um texto-base, deixando para depois a decisão sobre pontos mais polêmicos. Agora, o plano segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Não há expectativa de veto de nenhum artigo importante do texto.

Ele prevê que o investimento em educação aumente para 7% nos próximos cinco anos e chegue a 10% em 2024.

Campanha para privatizar USP

Folha de S. Paulo

Mensalidade na USP poderia ser paga por 60% dos alunos

ÉRICA FRAGA
FÁBIO TAKAHASHI

Seis em cada dez alunos da graduação da USP têm condição econômica para pagar mensalidade, segundo critérios do Prouni (programa federal de bolsas em faculdades privadas).

A arrecadação anual da maior universidade pública do país poderia aumentar R$ 1,8 bilhão, caso fosse adotado um modelo que combinasse cobrança na graduação e pós-graduação e concessão de bolsas para estudantes da graduação.

O cálculo leva em conta uma mensalidade próxima ao valor médio cobrado pela PUC-Rio (R$ 2.600), melhor instituição superior privada do país segundo o RUF (Ranking Universitário Folha).

Folha de S. Paulo

Conselho impõe mais aula prática na pedagogia de USP, Unesp e Unicamp

 

Cursos para formar professores para o ensino básico são criticados por terem hoje muita teoria. Descumprimento pode impedir faculdade de emitir diploma; universidades pedem alteração na regra

FÁBIO TAKAHASHI

O Conselho Estadual de Educação decidiu obrigar USP, Unesp e Unicamp a mudarem seus currículos dos cursos de pedagogia e licenciatura, que formam professores para o ensino básico.

O órgão exige que esses cursos deem mais atenção às atividades práticas do magistério. A norma reflete críticas de educadores e de gestores de que os professores da educação básica recebem uma formação excessivamente teórica na universidade.

O conselho impõe o aumento da carga horária para estágios e disciplinas sobre a prática escolar, além da inclusão na grade de conteúdos básicos como português. A deliberação, de 2012, exigia que o novo modelo fosse implementado já em 2013.

As universidades pediram que a norma fosse revogada. Como não foram atendidas pelo órgão, solicitaram diversas alterações e mais prazo para implementação. O conselho agora analisa esses pedidos, mas já começou a tomar medidas: renovou a autorização de funcionamento de um curso de licenciatura em filosofia da USP por apenas um ano, em vez dos tradicionais cinco.

O curso tem até outubro para apresentar o novo currículo, sob risco de a renovação ser negada pelo conselho. Sem autorização, não é possível conceder diplomas. Mais 15 cursos das três universidades devem ter de passar pelo processo de reavaliação neste ano. Caso não façam a modificação, também podem ficar sem autorização.

“Compreendemos que as discussões nas universidades passam por diversos conselhos, mas a deliberação é de 2012, e elas fizeram pouco”, disse a presidente do Conselho Estadual de Educação, Guiomar Namo de Mello. “Queremos que os professores saibam mais do conteúdo a ser ensinado e que tenham mais conhecimento de como ensinar”, completou.

O conselho é responsável pelas normas das universidades estaduais e municipais. Tornar ou não mais práticos os cursos que formam professores é um dos principais debates no país sobre qualidade de educação. O Saresp, exame estadual, mostra que 40% dos alunos se formam no ensino médio público sem os conhecimentos adequados em português.

Gestores como o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, e o ex-ministro Aloizio Mercadante já reclamaram publicamente do excesso de teoria na formação de docentes. Coordenadores dos cursos rebatem as críticas e dizem que a teoria é importante para o professor refletir sobre o trabalho e corrigir ações.

Professores e servidores da USP decretam greve

Folha de S. Paulo

Paralisação por tempo indeterminado foi marcada para a próxima terça (27). Unicamp e Unesp fazem assembleias nesta quinta-feira (22); movimento é por 9,78% de reajuste salarial

ARETHA YARAK

Professores e funcionários da USP iniciam greve por tempo indeterminado na próxima terça (27) contra a proposta da reitoria de congelar a discussão sobre reajuste de salários ao menos até setembro. A decisão foi tomada nesta quarta (21), após votação em assembleias.

Um grupo de 600 estudantes, segundo o DCE (Diretório Central dos Estudantes), decidiu entrar em greve em apoio. A decisão ainda será apresentada em assembleias em cada uma das faculdades. Nesta quinta (22), professores e funcionários de Unesp e Unicamp, as outras duas universidades estaduais paulistas, também votam o indicativo de greve.

As duas categorias pedem 9,78% de aumento –inflação (6,78%) mais recomposição de perdas históricas.

Seleção na UFG agora é somente pelo Enem

O Popular

Sisu será única forma de ingresso

É oficial: a partir de 2015 o vestibular não será mais usado como meio de ingresso à Universidade Federal de Goiás (UFG). O Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura (Cepec) da universidade ratificou a decisão com 32 votos favoráveis, 1 contra e 2 abstenções. A última prova elaborada pelo Centro de Seleção, referente ao Processo Seletivo 2014/2, será aplicada amanhã, em primeira fase.

“É uma decisão madura. Algumas universidades fizeram essa decisão há 4 anos”, afirma o pró-reitor de Graduação, Luiz Mello. A UFG adota o Sisu desde 2012, e foi aumentando gradualmente a proporção de vagas reservadas a ele. Começou em 20%. Em 2013 e até este ano foram 50% e a partir do ano que vem será 100%. A mudança já era esperada e foi aprovada pelos coordenadores de cursos ouvidos pelo POPULAR.

Adoção vai beneficiar alunos da rede pública

O superintendente de Ensino Médio da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), Fernando Pereira dos Santos, afirma que a adoção integral Sistema de Seleção Unificada (Sisu) por parte da Universidade Federal de Goiás (UFG), beneficia alunos de escolas públicas. “Vemos com muito bons olhos. Para os nossos alunos é muito bom”, afirma.

Santos diz que a participação de alunos de escolas públicas Exame Nacional do Ensino Médio (Enem, avaliação usada no Sisu), aumentou muito nos últimos anos. “Já defendo essa adesão há muitos anos. Aumentou muito a participação dos alunos de escola pública no Enem e a imensa maioria dos nossos alunos faz o exame nacional e não fazia o vestibular”

Faculdades puxam crescimento do ensino particular

Folha de S. Paulo

FLÁVIA FOREQUE

Instituições privadas menores respondem hoje por 57,7% das matrículas; no final dos anos 1990, não chegavam a 42%. Mensalidades mais acessíveis e ensino a distância são apontados como razões para a expansão do setor

As faculdades vêm, nos últimos anos, puxando o crescimento do setor privado no ensino superior. Ao lado de centros universitários, essas instituições respondem hoje por quase 58% das matrículas privadas. No final dos anos 1990, o índice era de pouco menos de 42%.

A comparação faz parte de estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) sobre a estrutura do setor, feito em abril a pedido da Fenep (federação das escolas privadas).

Jornalismo com avaliações positivas Enade

Via Focaia


O curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo do Campus Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso recebeu no Enade nota 4 no conceito faixa e 3,41 no conceito continuo.

O percentual de cursos com resultado satisfatório no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2012 subiu 19,8% em relação a 2009, passando de 48,5% para 68,3% dos cursos. Os dados gerais da avaliação foram apresentados pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 7, em Brasília.

O Enade funciona em ciclos, avaliando os estudantes quando ingressam na educação superior e quando concluem seus cursos. A edição de 2012 concluiu o ciclo que abrange ciências sociais aplicadas, ciências humanas e áreas afins; e os eixos tecnológicos de gestão de negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. Foram avaliados 7.228 cursos de 1.646 instituições de educação superior.

Entre os cursos em instituições públicas de ensino superior, 80,5% obtiveram uma nota satisfatória, 17% atingiram nota máxima, 5; 29,8%, nota 4, e 33,7% nota 3. Em 2009, o percentual de cursos com notas satisfatórias era de 61,6%.
De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, o Enade revelou uma melhora significativa no sistema de educação superior. “O que temos que comemorar é a evolução do sistema em direção à qualidade. Este método de avaliação, acompanhamento e fiscalização estão permitindo avançar nessa direção”, disse.

Mercadante também destacou o aumento na participação dos estudantes. Em 2012 o número de cursos sem conceito, ou seja, que não têm avaliação, foi de 1,8%; em 2009, era 26,6%.

Enade 2013 – Mercadante também destacou que a edição deste ano do Enade, que avaliará cursos de saúde, ciências agrárias e serviço social, será realizada no dia 24 de novembro.

Devem fazer a prova cerca de 200 mil estudantes dos penúltimos e últimos semestres dos seus cursos. Entre as mudanças desta edição também constam a obrigatoriedade do estudante permanecer, ao menos, uma hora na sala de provas e a utilização das notas do Enem para substituir a prova de entrada no Enade.

Confira a apresentação do ministro e as estatísticas gerais.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC, via Inep

Abaixo, os 20 primeiros cursos de Jornalismo e de Publicidade do país, segundo o Conceito Enade Contínuo.

Leia também: Cursos de jornalismo têm maior porcentagem de nota satisfatória no Enade

Comissão aprova projeto que cria órgão para avaliar ensino superior

Focaia /Agência Câmara

Nova autarquia assumirá a tarefa hoje exercida pelo Inep na supervisão dos cursos superiores. Proposta encaminhada pelo Executivo foi aprovada com diversas emendas.

Leonardo Prado

Waldenor Pereira

A Comissão de Educação aprovou o Projeto de Lei 4372/12 , do Executivo, que cria uma autarquia específica para avaliar e supervisionar os cursos de graduação e as instituições federais e privadas de ensino superior existentes no Brasil. O novo órgão será responsável também pela certificação das entidades beneficentes que atuam na área de educação superior e básica.

Conforme a proposta, o futuro Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes) será vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e assumirá uma tarefa que hoje é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – a autarquia responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Pelos argumentos do governo, a criação do Insaes deve-se à necessidade de reestruturar o MEC para que sejam cumpridas metas de ampliação do acesso ao ensino superior e da qualidade das faculdades, previstas no novo Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado na Câmara e em análise no Senado.

O relator na comissão, deputado Waldenor Pereira (PT-BA), recomendou a aprovação da matéria. Ele concordou com o argumento do governo de que a atual estrutura do MEC enfrenta dificuldades. Citando dados do Censo da Educação Superior referente a 2011, ele lembrou que funcionavam no País, naquele ano, 2.365 instituições de ensino superior, sendo 87,9% delas (ou 2.081), privadas. Somente os cursos presenciais tinham 5,7 milhões de alunos matriculados.

“É nesse quadro de expansão do ensino superior – que experimenta problemas de manutenção sustentável do crescimento e de déficits de qualidade – que se insere a proposta de criação do Insaes”, afirmou Pereira.

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