Em Goiânia, abertura da Compós tem “Fora Temer”

nodebate – O principal evento de pesquisa em comunicação do Brasil iniciou nesta terça-feira (7), Em Goiânia, no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). No no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal participaram da mesa de abertura, entre às autoridades presentes, a profa. da Universidade de S. Paulo (USP), Maria Immaculata Vassallo Lopes e o pesquisador mexicano Guillermo Orozco.

Nas primeiras palavras do 25º Encontro da Compós, o Reitor da UFG, Orlando Afonso Valle do Amaral, ressaltou a importância da reflexão sobre a comunicação, especialmente do jornalismo, no momento de crise política, com “atuação marcante” das redações no Brasil. Complementou da importância do Governo de Lula e Depois Dilma Rousseff, ambos do PT, para a melhoria da estrutura das universidades brasileira. Agora os tempos serão de dúvidas, com o novo governo, afirmou.

O presidente da Campós, Edson Fernando Dalmonte, no seu discurso de abertura, arrancou aplausos ao salientar que o momento é de “fora temer”. A política convive com profunda crise, que atinge a democracia brasileira, exigindo atenção da sociedade. Embora, as palmas não tenham saído de todos os pesquisadores presentes, porém, numa observação rápido se mostrou consensual para a maioria.

Após o coquetel servido aos participantes do evento na abertura, as atividades recomeçam nesta quarta-feira(8), cuja programação consta encontros em Grupos de Trabalhos, pela manhã e à tarde, que se estendem até quinta-feira(9). No último dia, sexta-feira(10), serão feitas reuniões dos coordenadores de GTs, pela manhã e reunião do Conselho da Compós, na parte da tarde.

Evolução da audiência latino-americana

O pesquisador em Comunicação na América Latina, Guillermo Orozco, do México, que trabalha na linha de pesquisa em estudos da recepção, alfabetização em audiovisual e reflexões na área de metodologia, destacou na sua palestra de abertura da Compós a transformação por que passa a audiência dos meios de comunicação, com destaque para a televisão.

Conforme observou vive-se no mundo nos tempos da comunicação, sendo o conhecimento advém, em grande parte das mídias, as quais ganham importância na formação do pensamento social. No entanto, isso não quer dizer que a audiência seja homogênea na recepção dos programas televisuais. Um engano entender que todos os receptores/consumidores de mídias entendem o que se passa nos programas do mesmo modo.

Talvez a forma correta, analisa o palestrante, seria compreender que há uma grande audiência, mas que existem diferenças na concepção de cada pessoa. Assim, é preciso entender a audiência de maneira individual, para não cair no erro da formação de pensamento de consenso universal – desta forma inconsciente e massificada.

A rigor, Orozco fez questão de afirmar que a recepção não é algo que surgiu nestes tempos das mídias tecnológicas, mas o público sempre existiu na sociedade – sobretudo nas transformações para a  modernidade.

No passado, sua atuação ocorria em face dos acontecimentos, dos quais participavam diretamente. Na atualidade, diz o pesquisador da comunicação latino-americana, há a interferência das mediações, que gera a construção de realidade pelos produtores de mídias, que passa pela troca entre realidade e ficção. Contudo, a sociedade continua participando do processo de formação desta realidade, efetivamente.

A palestra do professor mexicano traz uma amarra com as abordagens da Intercom, ocorrida também na capital goiana, que destacou a importância dos meios para a formação do pensamento política da sociedade latino-americana e mundial. O autor que parece em alto em ambos os eventos é Marshall Mcluhan e seus seguidores, com a discussão sobre a interferência do meio na formação cultural, na era da tecnologia da informação.

No entanto, talvez falte aprofundar mais no tema, no sentido de analisar para qual realidade a sociedade, nesta relação com os meios, estão construindo para a pós-modernos? Certamente, um debate que será realizado ao longo da Compós, que contabilizou mais de 400 trabalhos inscrições para o 25º encontro em Goiânia.

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Em discussão nos Grupos de Trabalho.

Publicações Compós

 

3° Encontro Centro-Oeste de História da Mídia

nodebate – Cerca de 200 participantes são esperados no 3º Encontro Centro-Oeste da Rede Alcar de História da Mídia que acontecerá na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) nos dias 23 e 24 de junho. A realização é do Mestrado em Comunicação e do curso de Jornalismo da UFMS em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadoras da História da Mídia – Rede Alfredo de Carvalho (Rede Alcar).

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O evento tem como tema central Mídia, fluxos migratórios e diásporas: perspectiva histórica, que visa uma reflexão sobre a mídia e os grandes movimentos migratórios forçados, como os que veem ocorrendo na Síria e no Iraque entre outros países. Como subtema, serão discutidos os 55 anos da televisão na região Centro-Oeste – 55 anos em Goiás e 50 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Voltado a estudantes, professores, pesquisa-dores, profissionais e ao público em geral, o evento é estruturado em oito grupos temáticos nos quais serão apresentados trabalhos sobre a história do jornal e do jornalismo, do rádio, da televisão, da publicidade, da mídia digital e mídia alternativa.

PNUD abre 15 vagas para mestres em Ciências Sociais, Comunicação Social e Relações Internacionais

Sindicato Jornalistas DF

O Escritório de Políticas para o Desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Nova York vai contratar 15 consultores com reconhecida experiência em pesquisa em temas sociais e de desenvolvimento humano. Os profissionais integrarão o grupo de especialistas em Desenvolvimento que provê suporte à produção e revisão de relatórios globais e estudos do PNUD na língua inglesa. Inscrições até 2 de setembro.

Os profissionais executarão as tarefas remotamente, sem necessidade de deslocamento para os Estados Unidos.

Além de fluência em inglês e mestrado em Ciências Sociais, Comunicação Social ou Relações Internacionais, é necessário comprovar experiência mínima de cinco anos como pesquisador, escritor ou editor de publicações, artigos e outros materiais relevantes na área de desenvolvimento humano.

Os candidatos devem ter compreensão avançada e/ou experiência em uma ou mais das seguintes áreas de especialização: Redução da Pobreza, Política Social e Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM); Governança Democrática; Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente e Energia; HIV / AIDS, Saúde e Desenvolvimento; Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres; e Gestão do conhecimento para inovação e fortalecimento das instituições democráticas. Para detalhes, clique aqui.

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