Estudantes de comunicação da UFPA estão em greve há duas semanas

Fonte Andes

Em greve desde o dia 16 de julho, os estudantes de comunicação seguem mobilizados e realizando atividades de debate e de protesto. Em assembleia na sexta-feira (26), os estudantes deliberaram em assembleia pela continuidade da paralisação, segundo informação no  blog do Centro Acadêmico de Comunicação.

Os estudantes da Faculdade de Comunicação (Facom) paralisaram as atividades curriculares por tempo indeterminado requerendo melhores condições de infra-estrutura e recursos humanos na Faculdade. O estopim para o início do movimento foi a reincidente ausência de infraestrutura dos Laboratórios que envolvem as atividades audiovisuais.

“Os estudantes, já há alguns anos, têm que responder com ‘criatividade’ à falta de equipamentos e técnicos habilitados para operar equipamentos caros, pesados e, não raro, defasados. Ou ainda, recorrem a improvisos para desenvolver as atividades do curso, como fazer ‘vaquinha’ para pagar iluminador e cenário. Não raro, o que ‘salva’ o laboratório é o uso de equipamentos pessoais dos alunos” desabafou Kleyton Silva, estudante de Jornalismo.

Além da ausência de equipamentos nos laboratórios, os alunos também reclamam da precariedade do espaço físico do instituto (bebedouro com defeito, insalubridade dos banheiros, falta de acessibilidade para deficientes físicos etc) e exigem concurso público para docentes e técnicos administrativos.

Em reunião extraordinária do Conselho da Faculdade de Comunicação, na quinta-feira, 18, os professores decidiram apoiar o movimento dos discentes. Neste mesmo dia, professores e estudantes se reuniram com o reitor da UFPA, Carlos Maneschy. No entanto, não houve acordo com a Administração Superior, pois o reitor não se comprometeu com prazos para atender as reivindicações.

Docentes apoiam a luta

Assim como os professores da Faculdade de Artes Visuais, que identificam ser justa a greve dos estudantes de Cinema e Audiovisual, devido a grande debilidade para funcionamento do curso, os professores da Facom, também julgam legítimas as reivindicações dos discentes. “Os professores apoiam a greve dos estudantes porque as causas são legítimas, nós estamos trabalhando em condições completamente precárias, na base do improviso e da ‘ganbiarra’ e não dá mais para continuar dessa forma”, declarou Célia Trindade Amorim, Professora de Telejornalismo. Os estudantes também receberam apoio do Sindicato dos Jornalistas do Pará.

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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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