Jornalismo on-line e os novos caminhos

No final, não é possível saber para onde esta estrada vai dar, mas é notório que novos caminhos se apresentam, sem deixar ninguém indiferente

Comunicação – Após muitas leituras e debates em torna das mídias sociais e jornalismo, por parte do campo acadêmico e empresas de comunicação, é possível afirmar que está em curso processo emblemático de mudanças do suporte, os canais de mídias. Não se trata de afirmações: chegou o fim do jornalismo, tudo agora é somente rede social, estamos em um mundo absolutamente líquido.

Como há sempre mais formas de comunicação, através de novos meios, de fato haverá mais espaço para informações, o que deverá exigir mediadores qualificados para tratar questões complexas, neste sentido, o jornalismo ganha importância. A confiança da notícia está em meio à competência de observação e análise do profissional da comunicação – em qualquer canal, não somente os tradicionais.

Sem dúvida, o peso da participação maior do público influencia na forma de fazer jornalismo, de maneira que será necessário que as empresas de comunicação gerem notícias em diversos canais e ainda abra formas de ouvir e responder o leitor – muitas vezes em tempo real. O que é uma atitude fundamental para uma sociedade bem informada e ativa no processo social. Portanto, tanto empresa como jornalista devem observar os novos tempos das relações sociais.

Por outro lado, mesmo considerando que são muitas pessoas em rede, discutindo assuntos pertinentes a todos, com inclusão dos veículos de comunicação, chegamos não mundo ideal. A democracia passa por outras instâncias, dentre elas o aumento de oportunidades para comunidades obterem conhecimentos sobre a complexa do espaço em que vive, sobretudo, no campo da representação política – e evidentemente nas relações econômicas.

A rigor, os novos instrumentos da comunicação não servem somente aos cidadãos, mas também às instituições que tem grande poder de decisão em nome das pessoas – que de multidão passiva (o que se pensou) obtém condições para se apresentar como opinião pública. Portanto, não se trata de um falar, mas ter condições de participar, com esclarecimentos.

No final, não é possível saber para onde esta estrada vai dar, mas é notório que novos caminhos se apresentam, sem deixar ninguém indiferente. O controle da opinião pública será sempre uma tentativa, no sentido de manter uma ordem política que satisfaça nem sempre a todos.

 

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Sobre Antonio S. Silva
Jornalista, mestre pela PUC/SP, doutor pela UnB e professor da (UFMT). Importante o diálogo para construir um país melhor.

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